Centrais sindicais farão pressão sobre o Senado contra escala 6x1
Presidente da Força Sindical, Miguel Torres, diz que pauta 'parou' na Casa
Por Fábio Zanini/Folhapress
07/08/2026 às 18:30
Atualizado em 07/08/2026 às 18:12
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil/Folhapress
Centrais sindicais
Centrais sindicais se uniram para uma campanha de panfletagem com o objetivo de pressionar o Senado a debater e votar o fim da escala 6x1. A expectativa dos dirigentes sindicais é que a Casa vote a PEC (proposta de emenda à Constituição) antes das eleições em outubro.
Entre os dias 10 e 14 de agosto, serão distribuídos materiais gráficos nas cidades da Grande São Paulo e em todas as capitais do país.
O folheto traz a #VOTASENADO e a mensagem "Agora a luta é no Senado! Redução da jornada e fim da escala 6x1, sem redução salarial".
A mobilização é conduzida por CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), NCST, Intersindical, Pública (central do servidor) e FST.
Segundo Miguel Torres, presidente da Força Sindical, mais de 600 mil folhetos serão entregues em locais como praças, estações de trem e de metrô e terminais de ônibus.
"Tivemos uma vitória muito importante na Câmara em maio, desde 1988 não se mexia na jornada de trabalho, mas a pauta parou no Senado. Vamos nos mobilizar a partir desta semana, com a volta do recesso", afirma Torres.
A Câmara dos Deputados aprovou a PEC do fim da escala 6x1 —na qual se trabalham seis dias por semana com um dia de folga— no dia 27 de maio. No Senado, será necessário ser aprovado em duas votações, com 49 votos favoráveis de senadores, e ser promulgado e publicado.
No dia 1º de julho, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), recebeu os dirigentes das centrais para debater a proposta. "Ele [Alcolumbre] até questionou a necessidade de uma transição tão longa de 14 meses e chamou sua equipe técnica para buscar alternativas", afirma Torres.
