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Suíca acusa Limpurb de aplicar multa às empresas de limpeza urbana para penalizar garis e margaridas por greve em junho

Suíca acusa Limpurb de aplicar multa às empresas de limpeza urbana para penalizar garis e margaridas por greve em junho

Por Redação

31/07/2026 às 17:38

Atualizado em 31/07/2026 às 19:42

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Suíca acusa Limpurb de aplicar multa às empresas de limpeza urbana para penalizar garis e margaridas por greve em junho

Os profissionais interromperam as atividades durante uma greve nacional

O secretário-geral licenciado do Sindilimp (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Limpeza Urbana e Terceirizada da Bahia), Luiz Carlos Suíca, acusou o presidente da Limpurb de aplicar multa às empresas de limpeza urbana de Salvador e, consequentemente, penalizar os garis e as margaridas por conta da greve realizada nos dias 22 e 23 de junho, além de não pagar os 100% dos profissionais que estavam na escala no feriado de São João.

Os profissionais interromperam as atividades durante uma greve nacional em defesa da aprovação do PL nº 4.146/2020, que trata da regulamentação da profissão de garis e margaridas em todo o país, com a criação de um piso salarial de R$ 3.036, além de direitos como adicional de insalubridade de 40% e aposentadoria especial.

De acordo com Suíca, havia sido acordado com as empresas que os dias 22 e 23 de junho não seriam descontados da folha de pagamento e que o dia 24, por ser feriado, seria pago com adicional de 100% para os trabalhadores que estivessem na escala de serviço. “A Limpurb glosou a fatura das empresas, descontou deles, e agora as empresas querem descontar dos trabalhadores”, afirmou.

Segundo o sindicalista, a atitude foi vista com estranheza, já que o dirigente da Limpurb não participou das negociações entre o sindicato e as empresas. Ele também pontuou que, durante o movimento paredista, o presidente da estatal tratou os garis e margaridas “dando um tapinha nas costas e dizendo que estava com os trabalhadores”.

“A multa aplicada às empresas, logicamente, deve ser porque as empresas não quiseram botar polícia para bater nos trabalhadores, porque esse era o desejo dele. Então, como as empresas não têm essa prática de chamar polícia para bater, negociam com o sindicato, talvez ele tenha ficado com ‘raivinha’ e glosou a fatura das empresas para prejudicar os profissionais”, disparou.

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