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Soldado Prisco atribui liderança da Bahia em mortes violentas ao abandono da segurança pública pelo governo estadual
Soldado Prisco atribui liderança da Bahia em mortes violentas ao abandono da segurança pública pelo governo estadual
Por Redação
23/07/2026 às 18:51
Foto: Divulgação
O ex-deputado estadual Soldado Prisco (PL) afirmou que os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados nesta quinta-feira (23), comprovam o fracasso da política de segurança do Governo da Bahia.
O levantamento aponta que o estado liderou o ranking nacional de mortes violentas intencionais em 2025, com 5.473 vítimas, o equivalente a 13,4% de todos os casos registrados no país. Além disso, a Bahia foi o único estado a ultrapassar a marca de quatro mil mortes violentas e possui cinco municípios entre os dez mais violentos do Brasil. A taxa de 36,8 mortes por 100 mil habitantes também é a segunda maior do país, quase o dobro da média nacional.
Para Prisco, os números refletem anos de falta de investimentos e de valorização das forças de segurança. "Esses dados mostram o resultado de um governo que não trata a segurança pública como prioridade. Falta investimento, falta estrutura, falta efetivo e sobra descaso com os policiais que colocam a própria vida em risco todos os dias. Quando o Estado abandona quem combate o crime, quem ganha espaço são as facções criminosas", afirmou, completando que o salário dos policiais militares está aquém do que eles merecem. “Quanto vale a vida? Será que o policial militar não merece valorização?”, ressaltou.
O ex-parlamentar disse ainda que o governo parece não ter interesse em reverter o cenário de violência. "O mais grave é que o governo parece não querer mudar essa realidade. Ano após ano a Bahia aparece nos primeiros lugares da violência e nada muda. Os policiais continuam desvalorizados, sem as condições ideais de trabalho, enquanto a população vive com medo. É preciso investir na tropa, fortalecer as forças de segurança e fazer da segurança pública uma verdadeira prioridade, antes que mais vidas sejam perdidas", concluiu.
