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Servidores criticam mudanças internas no INSS e alertam para riscos de incidente de segurança

Servidores criticam mudanças internas no INSS e alertam para riscos de incidente de segurança

Órgão diz que medidas não trazem prejuízos à administração da autarquia e buscam aprimorar gestão

Por Gabriela Echenique/Folhapress

13/07/2026 às 18:30

Atualizado em 13/07/2026 às 18:27

Foto: Divulgação/Portal Gov.BR

Imagem de Servidores criticam mudanças internas no INSS e alertam para riscos de incidente de segurança

A presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira

Servidores do INSS criticam a reorganização estrutural feita pela presidência do órgão no início desde mês, que criou e transformou coordenações de Segurança da Informação e Inteligência de Dados.

Para servidores ouvidos sob reserva pela coluna, as mudanças internas enfraquecem a segurança de dados do órgão ao colocar atribuições da Diretoria de Tecnologia da Informação em outras áreas

A Associação Nacional de Analistas do Seguro Social afirma que vai recorrer ao TCU (Tribunal de Contas da União) contra as mudanças, levando em conta decisões da corte que abordaram problemas de operação de tecnologia da informação.

A associação defende que a estrutura anterior do instituto era a alternativa mais segura para garantir a continuidade de projetos e uso de inteligência artificial. O INSS nega que as mudanças possam ser prejudiciais.

"Alterar essa estrutura, especialmente sem plano de transição e sem aproveitamento dos servidores que desenvolveram essas capacidades, pode gerar perda de memória organizacional, interrupção de iniciativas, duplicidade de soluções, divergência de indicadores e aumento de custos", disse em nota.

Sem delimitar a função de cada coordenação e diretoria, os servidores afirmam que não fica claro quem responderia por ataques cibernéticos, vulnerabilidades ou controle de acessos, por exemplo. Isso, segundo eles, pode atrasar decisões e aumentar danos em situações de crise.

O principal problema apontado é que, pelo regimento interno, a Diretoria de Tecnologia continua sendo a responsável por executar a política de segurança do INSS.

Se outra diretoria desenvolver estruturas próprias, ainda segundo essas avaliações, poderia haver aumento de custos e bases paralelas. As mudanças que afetam a área de TI podem ser sentidas pelo cidadão na ponta, seja com demora na análise de benefícios, decisões inconsistentes e maior risco de incidentes de segurança.

Para os servidores, em vez de integrar os sistemas, o INSS pode voltar a operar com ilhas administrativas, o que abriria espaço para conflitos de competência e perda de controle sobre iniciativas estratégicas.

O INSS negou, via sua assessoria de imprensa, que as mudanças na estrutura organizacional do órgão possam trazer prejuízos à administração da autarquia. A portaria que instituiu a alteração "promove ajustes internos pontuais com o objetivo de aprimorar a gestão do órgão", de acordo com o instituto.

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