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PGR defende manter prisão domiciliar de Bolsonaro, mas com regras para evitar 'interferência eleitoral'
PGR defende manter prisão domiciliar de Bolsonaro, mas com regras para evitar 'interferência eleitoral'
Paulo Gonet afirma que carta lida por Flávio viola proibição de comunicação externa imposta pelo STF
Por Ana Pompeu/Folhapress
17/07/2026 às 20:30
Atualizado em 17/07/2026 às 21:15
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou nesta sexta-feira (17) pela manutenção da prisão domiciliar para Jair Bolsonaro (PL) após o caso da carta escrita pelo ex-presidente e lida por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais. No mesmo parecer, Paulo Gonet defendeu a fixação de regras para evitar interferências eleitorais.
"A carta se ajusta precisamente à proibição pelo STF de 'qualquer outro meio de comunicação externa'. De seu turno, a veiculação da carta pelo filho pré-candidato se contém no veto à comunicação 'diretamente ou por intermédio de terceiros'", disse Gonet.
Dessa forma, o procurador-geral defende a manutenção dos benefícios, mas concorda com o ministro Alexandre de Moraes quanto à possibilidade de restringir o acesso do pré-candidato ao pai.
A defesa de Bolsonaro afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o ex-presidente não sabia que a carta divulgada no último fim de semana seria tornada pública pelo senador. Também disse que não tinha conhecimento de que o material violava as regras impostas pelo relator.
Pouco depois da resposta do ex-presidente à corte, o relator enviou o processo à PGR (Procuradoria-Geral da República) para que se manifeste a respeito da questão em até cinco dias.
