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Negros ainda são minoria proporcional na magistratura no Tribunal de Justiça da Bahia

Negros ainda são minoria proporcional na magistratura no Tribunal de Justiça da Bahia

Por Política Livre

13/07/2026 às 10:33

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Negros ainda são minoria proporcional na magistratura no Tribunal de Justiça da Bahia

Sede do TJBA

Mesmo sendo o estado com a maior proporção de população negra do país, a Bahia ainda está longe de refletir essa realidade na composição do Poder Judiciário. É o que revela um levantamento inédito do Observatório da Branquitude, que analisou o perfil racial da magistratura em 22 Tribunais de Justiça brasileiros.

Segundo o estudo, cerca de 80% da população baiana é negra, mas apenas 42% dos magistrados do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) se autodeclaram negros. O percentual coloca a Bahia entre os estados com maior presença de juízes negros, mas ainda evidencia uma significativa sub-representação quando comparada ao perfil demográfico da população.

O levantamento mostra que nenhum dos 22 Tribunais de Justiça analisados conseguiu alcançar uma composição racial equivalente à da população do respectivo estado.

O Amapá aparece com o maior percentual de magistrados negros do país, com 61%, mas o índice também fica abaixo da participação da população negra local, que chega a aproximadamente 78%.

Na outra ponta do ranking está Mato Grosso. Apesar de cerca de 66% da população ser negra, apenas 2% dos magistrados pertencem a esse grupo racial. Em São Paulo, negros representam cerca de 41% dos habitantes, mas ocupam apenas 4% das vagas na magistratura. No Rio de Janeiro, onde aproximadamente 58% da população é negra, os magistrados negros também correspondem a somente 4% do total.

Os dados reforçam o desafio da diversidade no Judiciário brasileiro, especialmente nos cargos de maior poder decisório. Embora políticas de ações afirmativas e cotas tenham ampliado o acesso de negros às carreiras jurídicas nos últimos anos, o levantamento aponta que a composição da magistratura ainda não acompanha a realidade demográfica do país.

No caso baiano, os números chamam atenção justamente porque o estado possui a maior população negra do Brasil. Ainda assim, menos da metade dos integrantes do Tribunal de Justiça pertence a esse grupo, revelando que a representatividade racial no Judiciário permanece distante do perfil da sociedade baiana.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre

1 Comentário

Avatar comentário

juscelino

13/07/2026

07:56

Que seja justo,,competente, não importa a cor e o sexo.
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politica livre
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