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João Roma diz que Alexandre de Moraes "exagerou na dose" sobre carta de Bolsonaro
João Roma diz que Alexandre de Moraes "exagerou na dose" sobre carta de Bolsonaro
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
14/07/2026 às 16:00
Atualizado em 14/07/2026 às 15:56
Foto: Reprodução/redes sociais/Arquivo
O pré-candidato ao Senado, João Roma (PL)
Em entrevista à rádio Metrópole nesta terça-feira (14), o presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou à defesa do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) que esclareça a divulgação de uma carta lida nas redes sociais pelo senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
De acordo com Roma, Bolsonaro "é extremamente transparente" e, segundo ele, o conteúdo da carta não extrapola o debate político.
Ao comentar a decisão do ministro, que também suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao pai, o liberal afirmou que Moraes "exagerou na dose". Para ele, a forma como o ex-chefe do Palácio do Planalto cumpre a prisão domiciliar, incluindo restrições ao contato com familiares que exercem mandato político, demonstra excesso por parte do magistrado.
“Moraes exagerou na dose e coloca muito passionalismo em algo que a Justiça deveria fazer o contrário: serenar os ânimos”, declarou.
O posicionamento do dirigente partidário acontece após Moraes conceder prazo de 48 horas para que a defesa informe se Bolsonaro tinha conhecimento prévio da divulgação da carta nas redes sociais, o que, segundo a decisão, pode configurar descumprimento da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente.
A decisão também levou o ministro do STF a acionar o Ministério Público Eleitoral (MPE) para apurar eventual prática de propaganda eleitoral antecipada por parte de Flávio Bolsonaro.
Ainda durante a entrevista, o ex-auxiliar de Bolsonaro comentou o convite feito por Flávio para que representantes dos Estados Unidos acompanhem o processo de transição política no Brasil. Para ele, a interlocução entre autoridades é natural.
“A colaboração e a interação são fundamentais. Essa aproximação se dá muito mais dentro de uma faceta em que os dois têm uma inclinação mais à direita”, concluiu.
