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Ireuda Silva alerta para recorde de feminicídios e cobra fortalecimento da rede de proteção às mulheres
Ireuda Silva alerta para recorde de feminicídios e cobra fortalecimento da rede de proteção às mulheres
Por Redação
23/07/2026 às 11:01
Foto: Divulgação/Arquivo
Ireuda Silva
A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, vereadora de Salvador Ireuda Silva (Republicanos), alertou para o crescimento dos casos de feminicídio no Brasil e defendeu o fortalecimento das políticas públicas de prevenção e da rede de proteção às mulheres. A manifestação ocorre após a divulgação do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que aponta que o país registrou 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, o maior número da série histórica e o quarto recorde consecutivo.
“É inadmissível que, mesmo com a redução dos índices gerais de violência letal, o número de mulheres assassinadas por serem mulheres continue crescendo. Cada feminicídio representa uma vida interrompida e, muitas vezes, o desfecho de uma sequência de ameaças, agressões e violações que poderiam ter sido identificadas e interrompidas antes. Precisamos fortalecer a prevenção, garantir que as medidas protetivas sejam efetivamente cumpridas e assegurar que a mulher tenha apoio para romper o ciclo de violência”, afirmou Ireuda.
Segundo o levantamento, o número de feminicídios cresceu 4% em relação a 2024. O índice corresponde a 1,4 feminicídio para cada 100 mil mulheres e consolida uma tendência de crescimento desse tipo de crime no país.
O cenário chama atenção porque ocorre em um momento de redução dos demais indicadores de violência letal. Em 2025, o Brasil registrou 40.775 Mortes Violentas Intencionais, uma queda de 8,2% em relação ao ano anterior e a menor taxa da série histórica. Os feminicídios e as mortes decorrentes de intervenção policial foram as únicas modalidades de mortes violentas que apresentaram crescimento no período.
Para Ireuda, os dados reforçam a necessidade de agir antes que a violência alcance seu estágio mais grave. “O feminicídio não acontece de forma isolada. Na maioria das vezes, existe uma história anterior de violência, ameaça, perseguição, violência psicológica ou descumprimento de medidas protetivas. É fundamental que o poder público consiga agir de forma rápida e integrada, identificando os sinais de risco e protegendo essa mulher antes que seja tarde demais”, destacou.
O Anuário aponta ainda que 44,4% de todas as mulheres assassinadas no Brasil em 2025 morreram por razões de gênero, o maior percentual desde 2015, quando o feminicídio passou a integrar o Código Penal brasileiro.
