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EUA recomeçam ataque ao Irã depois de ameaças de Trump

EUA recomeçam ataque ao Irã depois de ameaças de Trump

Comando Central das Forças Armadas americanas anuncia nova rodada de bombardeios contra teocracia

Por Igor Gielow/Folhapress

08/07/2026 às 18:25

Foto: Reprodução/Instagram

Imagem de EUA recomeçam ataque ao Irã depois de ameaças de Trump

O presidente Donald Trump

As forças dos Estados Unidos recomeçaram a atacar pontos do Irã nesta quarta-feira (8), horas após o presidente Donald Trump dizer que a trégua estabelecida entre os rivais em 17 de junho estava acabada.

Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, responsáveis pela área do Oriente Médio, o objetivo dos ataques adicionais é impedir que Teerã cumpra sua promessa de fechar o estratégico estreito de Hormuz, por onde passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes da guerra iniciada por Trump em fevereiro.

A nova rodada de ataques começou quando o Irã atacou três petroleiros na região que deveria estar aberta, segundo termos do memorando com Washington.

Na terça (7), os EUA bombardearam posições iranianas junto ao golfo Pérsico, e nesta quarta Teerã lançou mísseis e drones contra bases americanas no Bahrein e no Kuwait.

O risco agora é de uma escalada com impacto óbvio no mercado internacional e no preço do petróleo, conforme havia prometido a Guarda Revolucionária iraniana mais cedo. Segundo ela, haverá o dobro de ataques em relação à retaliação contra três unidades militares americanas no golfo.

O novo ataque dos EUA ocorreu quando Trump já havia deixado a Turquia, onde participou na terça e nesta quarta da reunião de cúpula da aliança militar Otan. Ele voou no modelo antigo do Air Force One, que tem sistemas de defesa eletrônica e antimíssil que o novo avião temporário que ganhou do Qatar não transporta.

Segundo a mídia estatal iraniana, houve explosões não só na área costeira, que de todo modo viu ataques a Jask e Chabahar, já no golfo de Omã, e em Abu Musa, em Hormuz.

Ao menos um ataque foi relatado em Bushehr, onde fica a única usina nuclear civil do Irã. Não houve danos às instalações, que não têm a ver com o criticado programa atômico dos aiatolás e são gerenciadas pela russa Rosatom, segundo o governo local.

Com os ataques, a frágil trégua de 60 dias estabelecida no memorando entre americanos e iranianos parece ter acabado, como Trump havia dito em Ancara. Segundo a agência iraniana Nournews, há uma retaliação maciça sendo preparada contra alvos americanos na região, o que pode levar a uma guerra total novamente.

Neste ano, o conflito durou cinco semanas até abril, e depois houve renovações de cessar-fogo pontuadas por troca de ataques até o memorando entrar em vigor no mês passado. Desde então, houve violações de lado a lado, com o Irã buscando estabelecer um controle sobre o estreito de Hormuz.

Washington não aceita isso oficialmente, mas na prática vem ocorrendo, e Omã, país árabe que fica na margem sul do estreito, negocia com Teerã a criação de uma autoridade de controle vista por críticos como um pedágio sobre águas que antes eram de livre navegação.

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