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Decisão sobre tarifas contra Brasil sairá em breve, diz representante dos EUA

Decisão sobre tarifas contra Brasil sairá em breve, diz representante dos EUA

Jamieson Greer afirma que há uma grande distância entre as partes, mas acredita em acordo

Por Marcos Hermanson/Helena Schuster/Isabella Menon/Folhapress

09/07/2026 às 17:30

Atualizado em 09/07/2026 às 17:23

Foto: Divulgação/Casa Branca

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O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou nesta quinta-feira (9) que uma decisão sobre as tarifas norte-americanas sobre as importações brasileiras será tomada muito em breve, mas que os dois países ainda estão em desacordo quanto às práticas comerciais.

"Tenho conversado com os brasileiros. Temos tentado negociar. Acho que ainda há uma grande distância entre nós, então vocês verão uma decisão final muito em breve sobre o Brasil, pois temos um prazo legal que vence em 15 de julho", afirmou Greer em entrevista à emissora Fox Business Network.

Nesta semana, representantes de empresas e associações do Brasil e dos EUA pediram em audiências que a proposta do governo Donald Trump de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros não seja implementada.

Representantes dos setores de arroz, gelatina, sementes, cera de carnaúba e agropecuária afirmaram que as tarifas elevariam custos para consumidores americanos, encareceriam alimentos, medicamentos e insumos agrícolas e desorganizariam cadeias produtivas dos próprios EUA.

Empresas como Coca-Cola, Nestlé, Tesla, Faber-Castell, eBay e Siemens figuram na lista de companhias que enviaram comentários ao USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) pedindo que os Estados Unidos não implementem a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

O ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) afirmou que o Brasil não discute o fim do imposto de importação do etanol americano, como foi defendido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que participou de uma das audiências públicas nos EUA.

O presidente Lula defende claramente que o tema do etanol não seja tratado nessa negociação, e mais, não seja tratado sem que nós também tratemos da questão do açúcar, que é sobretaxado nos Estados Unidos", disse.

Elias Rosa defendeu que a entrada do etanol americano no Brasil causaria danos sobretudo à região Nordeste, que concentra um dos polos produtivos do Brasil. "A gente precisa ter um olhar muito cuidadoso para essa área, que já vem sofrendo com uma redução de preços".

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