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Críticas de Renan Santos a ACM Neto vão além de jingle e refletem antiga insatisfação entre MBL e União Brasil

Críticas de Renan Santos a ACM Neto vão além de jingle e refletem antiga insatisfação entre MBL e União Brasil

Por Política Livre

10/07/2026 às 17:20

Atualizado em 10/07/2026 às 17:43

Foto: Divulgação

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As críticas feitas pelo pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, ao pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), ganharam novos capítulos nos últimos dias. Embora o episódio mais recente tenha sido motivado pela avaliação negativa de Renan sobre o novo jingle da pré-campanha do ex-prefeito de Salvador, fontes deste Política Livre afirmam que o embate tem origem em divergências políticas acumuladas desde a eleição municipal de São Paulo em 2024.

Durante uma transmissão nas redes sociais, Renan Santos criticou a estratégia de comunicação adotada por ACM Neto, afirmando que a campanha deveria concentrar esforços em temas como segurança pública, em vez de apostar em um jingle de apelo popular. Na ocasião, o dirigente do Movimento Brasil Livre (MBL)  afirmou que a peça publicitária subestimava o eleitorado baiano.

Os bastidores, entretanto, sustentam que a insatisfação de Renan com ACM Neto é anterior ao episódio. A relação teria se desgastado durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo, quando Kim Kataguiri pretendia disputar o comando da capital paulista pelo União Brasil.

Representantes do MBL teriam realizado diversas reuniões com ACM Neto, uma das principais lideranças nacionais do União Brasil, buscando apoio para viabilizar a candidatura de Kim. Ainda segundo esses relatos, Neto optou por não intervir na disputa interna do partido por entender que a definição da candidatura fazia parte de um cenário político local e envolvia interesses do então presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite.

Após a desistência da candidatura de Kim Kataguiri, o MBL passou a fazer duras críticas ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) durante a campanha municipal. Posteriormente, porém, o movimento aproximou-se da administração paulistana. Em 2025, o ex-chefe de gabinete da vereadora Amanda Vettorazzo, Oliver Jesus Delgado Guajardo, foi nomeado para a Subprefeitura da Vila Mariana, movimento interpretado como uma reaproximação entre o grupo e a gestão municipal.

No cenário baiano, fontes deste Política Livre relataram que há internamente o pensamento do Missão de não apoiar a candidatura de Neto, em uma espécie de devolução do que ocorreu em São Paulo em 2024. Integrantes da legenda também têm defendido o voto nulo para o governo estadual. 

Em maio deste ano, Renan Santos já havia declarado publicamente que não via em ACM Neto um projeto político suficientemente "agressivo" para enfrentar o PT na Bahia e descartou qualquer composição eleitoral.

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