Centrais sindicais entregam demandas ao governo para reagir ao tarifaço
Entre as propostas, estão revisão da Lei das Patentes, fortalecimento do Mercosul e proteção aos trabalhadores
Por Gabriela Echenique/Folhapress
31/07/2026 às 18:15
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
O presidente Lula com líderes sindicais
As centrais sindicais apresentaram ao governo um documento com propostas para reagir ao tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. Entre as sugestões, estão a revisão da Lei das Patentes, o fortalecimento do Mercosul e a defesa de mais medidas de salvaguardas.
Os sindicatos defendem a soberania brasileira e dizem concordar com o discurso adotado pelo presidente Lula frente ao ataque norte-americano.
"Apoiamos integralmente a postura altiva e soberana adotada pelo governo federal, bem como os posicionamentos e iniciativas do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, entre elas, a aprovação da Lei de Reciprocidade Econômica", afirmam.
As centrais sugerem o estímulo à produção nacional, o reposicionamento do Brasil no mercado internacional e o estabelecimento de metas para buscar novos mercados frente ao tarifaço.
Um ponto considerado prioritário é a garantia de proteção ao trabalhador. Os sindicatos pedem que o governo exija a manutenção de empregos como condição para empresas acessarem programas de socorro devido às tarifas.
O documento, assinado por CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST, foi entregue ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa. É ele quem tem tratado diretamente com o governo dos Estados Unidos.
Muitas das propostas já tinham sido apresentadas no ano passado, quando o primeiro tarifaço foi imposto pelos Estados Unidos.
"O país deve continuar promovendo respostas firmes, responsável e coordenada, ampliando nossa cooperação internacional e fortalecendo a capacidade interna de produzir e consumir", diz o documento.
