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Brasil é convidado a entrar em grupo contra extrema esquerda orquestrado pelos EUA
Brasil é convidado a entrar em grupo contra extrema esquerda orquestrado pelos EUA
Por Isabella Menon / Folhapress
11/07/2026 às 08:00
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Os Estados Unidos convidaram o Brasil para participar de um evento sobre o que o governo Trump diz ser "o ressurgimento da extrema esquerda". O secretário de Estado, Marco Rubio, convidou 60 países para integrarem o grupo. O encontro está previsto para o dia 16 de julho.
A Folha apurou que o Ministério das Relações Exteriores ainda avalia a ida ao evento. O ministro Mauro Vieira possui compromissos na próxima semana que incluem a visita ao Brasil da chanceler do Canadá, Anita Anand.
Em nota, o Departamento de Estado diz que o evento abordará o "ressurgimento do terrorismo político" e que os convidados são de diferentes regiões, incluindo do hemisfério ocidental (termo que a Casa Branca usa para se referir a todo o continente americano, não ao Ocidente), da Europa e da Ásia.
Ao jornal The Washington Post, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou que o evento foi organizado porque o terrorismo de extrema esquerda é "uma antiga ameaça que está ressurgindo com fortes vínculos transnacionais e novas convergências".
"Como essa ameaça não foi adequadamente enfrentada no passado, cada iniciativa de engajamento, designação ou programa de assistência à segurança gera um efeito cumulativo que fortalece as medidas de combate, tanto no país quanto no exterior", disse Pigott ao jornal.
O convite dos EUA ocorre após uma semana conturbada entre Rubio e Vieira. O governo Donald Trump classificou na terça-feira (7) de absurda uma fala do ministro do Itamaraty sobre a possibilidade de os Estados Unidos utilizarem forças militares em território brasileiro.
Vieira fez a declaração depois de o governo americano classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) de organizações terroristas.
Em resposta a um pedido de informações enviado pelo deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), o chanceler afirmou haver uma "possibilidade do uso da força militar dos EUA em território brasileiro".
