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Amiga de Lulinha deve encaminhar a André Mendonça pedido para que PGR arquive investigação
Amiga de Lulinha deve encaminhar a André Mendonça pedido para que PGR arquive investigação
Defesa de Roberta Luchsinger vai dizer que não há elementos concretos que indiquem irregularidades na atuação dela
Por Mônica Bergamo/Folhapress
06/07/2026 às 18:15
Foto: Reprodução Instagram
A empresária Roberta Luchsinger
Os advogados da empresária Roberta Luchsinger devem encaminhar ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça um pedido para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste pelo arquivamento das investigações contra ela por ausência de "elementos concretos que apontem para a prática de qualquer irregularidade".
Luchsinger esteve no centro de apuração da Polícia Federal que mirou o vínculo entre o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
Em dezembro passado, a empresária, que é amiga de Lulinha, foi alvo de buscas em fase da Operação Sem Desconto, que apura desvios em aposentadorias do INSS.
Na petição, a defesa de Luchsinger vai afirma que ela já esclareceu "a regularidade de sua atuação profissional e dos serviços prestados à empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, consistentes em estudos relativos à regulação do canabidiol no Brasil, pela qual recebeu remuneração regular, devidamente formalizada mediante a emissão das correspondentes notas fiscais."
Os advogados da empresária devem reforçar também que a relação dela com Lulinha é "estritamente pessoal e não guarda qualquer relação com os fatos investigados". Afirmará ainda que a defesa não teve acesso à integra do material analisado pela Polícia Federal (PF) e que têm ocorrido "vazamentos seletivos" à mídia.
"Some-se a isso o fato de que a investigação em relação a peticionária [Luchsinger] já ter esgotado seu objeto e o que se observa é a abertura sucessiva de novas linhas investigatórias que, à míngua de qualquer lastro probatório, avançam sobre a vida pessoal de Roberta e suas relações privadas configurando pescaria probatória", diz a petição.
A empresária é representada pelos advogados Bruno Salles e Marco Antonio Chies Martins.
Outra argumentação deverá ser a de uma possível motivação política para a investigação por explorar a amizade de Roberta com Lulinha, que é filho do presidente Lula, candidato à reeleição.
"A peticionária não pode, contudo, ser arrastada para essa odiosa campanha difamatória apenas por sua amizade pública com o filho do presidente da República. Sua trajetória vem sendo rasgada e sua própria personalidade vem sendo deformada como mera 'amiga' de alguém. Alguém cujo impacto político poderá ser determinante para o processo eleitoral", afirmará outro trecho do documento.
Na apuração sobre o esquema, a PF afirmou ter encontrado pagamentos de uma empresa ligada a Careca para uma companhia de Luchsinger, totalizando R$ 1,5 milhão.
Em mensagem apreendida pela polícia, Careca pede a um operador que transfira R$ 300 mil a uma empresa em nome de Luchsinger. Ao ser questionado sobre o destinatário do dinheiro, ele responde que seria "o filho do rapaz". A PF passou a investigar se a expressão se referia a Fábio Luís e se o filho do presidente seria um "sócio oculto" do lobista.
Os recursos transferidos à empresária, ainda segundo a PF, tinham como justificativas serviços que não foram realizados.
