Zelenski diz que líderes do G7 prometem mais ajuda à Ucrânia contra a Rússia
Por Estadão Conteúdo
17/06/2026 às 09:31
Foto: Reprodução/Arquivo
Volodymyr Zelensky
A Ucrânia obteve importantes compromissos de apoio adicional à sua luta contra a Rússia por parte de líderes mundiais reunidos na cúpula do Grupo dos Sete (G7) na França, afirmou nesta quarta-feira (17) o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.
Os dirigentes das principais economias industrializadas prometeram reforçar as defesas aéreas ucranianas e garantir o abastecimento de energia do país, além de aumentar a pressão econômica internacional sobre Moscou. A guerra, iniciada com a invasão russa em grande escala, entra agora em seu quinto ano, sem perspectiva de desfecho.
"A cúpula do G7 na França trouxe resultados importantes para a Ucrânia. O mais importante é que concordamos com um reforço adicional da defesa aérea da Ucrânia", escreveu Zelenski, que participou do encontro, em uma publicação no X.
"Nossos parceiros garantirão apoio à nossa defesa e à resiliência energética", acrescentou, afirmando ainda que novas sanções contra a Rússia serão anunciadas.
Desde a invasão em fevereiro de 2022, Zelenski tem se empenhado em garantir apoio internacional ao país e em isolar diplomaticamente o presidente russo, Vladimir Putin.
Zelenski deve participar na quinta-feira (18) de uma cúpula da União Europeia em Bruxelas. Na segunda-feira, a Ucrânia abriu oficialmente as negociações de adesão ao bloco, iniciando um processo que pode levar anos - mesmo enquanto continua em guerra.
A guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã desviou a atenção de Washington do esforço - em grande parte infrutífero - de um ano para conter os combates na Ucrânia. Nesse contexto, Zelenski buscou se aproximar do presidente dos EUA, Donald Trump à margem do G7, onde também estavam líderes europeus centrais.
Putin, por sua vez, tem tentado afastar a Europa e Kiev das negociações e discutir o futuro da Ucrânia diretamente com Washington.
G7 elogia desempenho ucraniano no campo de batalha
Os líderes de Japão, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Estados Unidos reafirmaram o apoio à Ucrânia em uma declaração conjunta divulgada durante a madrugada.
"Nós elogiamos a Ucrânia por sua resiliência e pelos avanços no campo de batalha nos últimos meses e enfatizamos que agora existe um novo impulso" na resistência de Kiev, afirma o texto.
Segundo autoridades e analistas ocidentais, o desempenho das forças ucranianas contra o exército russo - maior em efetivos e meios - melhorou de forma significativa nos últimos meses.
Drones ucranianos de alta tecnologia têm contido tropas russas na linha de frente, dificultado o abastecimento em áreas ocupadas e atingido infraestrutura petrolífera no interior da Rússia - fonte crucial de receita para Moscou. Com isso, a guerra, que o Kremlin chama de "operação militar especial", tornou-se mais visível para a população russa e aumentou a pressão sobre Putin.
Ainda assim, a Ucrânia enfrenta falta de mísseis do sistema de defesa aérea Patriot, de fabricação americana, em parte porque os estoques dos EUA foram reduzidos pelo conflito no Oriente Médio. Isso aumenta a vulnerabilidade do país aos mísseis balísticos usados pela Rússia em sua campanha de bombardeios estratégicos.
A declaração do G7 prometeu ampliar as capacidades de defesa aérea da Ucrânia, sem detalhar quais sistemas seriam fornecidos.
Os líderes também disseram que considerariam conceder licenças para que a Ucrânia passe a fabricar armas ocidentais. Kiev pediu autorizações para produzir, internamente, mísseis Patriot. Fonte: Associated Press.
