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PGR recusa acordo de delação premiada de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB
PGR recusa acordo de delação premiada de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB
Paulo Gonet afirma que proposta tem 'reduzida utilidade'
Por Luísa Martins/Folhapress
25/06/2026 às 19:45
Atualizado em 25/06/2026 às 19:23
Foto: Divulgação/BRB/Arquivo
O ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu recusar a delação premiada do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa.
Na decisão de arquivamento, assinada nesta quinta-feira (25), Gonet afirma que a proposta tem "reduzida utilidade e débil eficácia potencial para os fins a que deveria servir".
"Os tópicos eleitos pelo proponente, ainda que trazidos de forma superficial (dada a ausência de termo de confidencialidade), já permitem a conclusão sobre a ausência de ineditismo", diz o PGR.
A proposta, prossegue Gonet, não traz sinalização de que a delação traria resultados diferentes dos já alcançados de forma independente pelos investigadores das fraudes financeiras.
Paulo Henrique é alvo de investigações sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB desde a primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro do ano passado.
À época, a Justiça determinou o afastamento dele da presidência do banco e o então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), decidiu demiti-lo.
Costa foi preso em 16 de abril por suspeita de ocultar seis imóveis recebidos como propina do Master —quatro em São Paulo e dois em Brasília.
Os imóveis foram avaliados em R$ 146,5 milhões, dos quais cerca de R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos.
O ex-presidente do BRB aguardava há mais de quatro semanas uma resposta sobre a assinatura de um documento que formalizasse o início das negociações para um acordo.
