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Moema Gramacho participa de manifestação e pede cassação de presidente da Câmara de Lauro de Freitas suspeito de agredir companheira

Moema Gramacho participa de manifestação e pede cassação de presidente da Câmara de Lauro de Freitas suspeito de agredir companheira

Por Redação

28/06/2026 às 14:48

Atualizado em 28/06/2026 às 14:08

Foto: Divulgação/Ascom

Imagem de Moema Gramacho participa de manifestação e pede cassação de presidente da Câmara de Lauro de Freitas suspeito de agredir companheira

Manifestação promovida por mulheres da sociedade civil em Lauro de Freitas

A ex-prefeita de Lauro de Freitas e pré-candidata a deputada federal, Moema Gramacho (MDB), participou na manhã deste domingo (28) de uma manifestação promovida por mulheres da sociedade civil em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, que pediu a cassação do mandato do presidente da Câmara Municipal, o vereador João Raimundo Damacena dos Santos, conhecido como Juca (PSDB), suspeito de agredir a companheira na última sexta-feira (26), em Salvador.

O ato reuniu lideranças comunitárias e representantes de movimentos sociais que se mobilizaram em defesa do enfrentamento à violência contra a mulher. A manifestação saiu do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) Lélia González e seguiu em caminhada até o condomínio onde reside a prefeita Débora Régis (União Brasil), em Vilas do Atlântico.

Durante o percurso, os participantes entoaram palavras de ordem como “Agressor não pode ser legislador”, “Cassação já” e “Lugar de agressor é na cadeia”.

Além de Moema, participaram do ato: Pastora Gabriela, liderança de Lauro de Freitas; Tita, pré-candidata a deputada estadual pelo Avante; a jornalista Renata Motta; Michele Gramacho, filha da ex-prefeita; a comunicadora e liderança Shay Busson; e Vitor Menezes, representante do Movimento de Juventude do PT de Lauro de Freitas.

Durante a manifestação, Moema afirmou que a mobilização representa um posicionamento da sociedade contra qualquer forma de violência praticada contra mulheres e defendeu que, caso as acusações sejam confirmadas, o vereador responda tanto na esfera judicial quanto política.

“Um presidente da Câmara, um legislador, deveria dar exemplo. É importante que ele tenha amplo direito de defesa e que tudo seja devidamente apurado, como determina a lei. Mas, se ficar comprovada a agressão, que ele seja punido.”

A emedebista cobrou ainda uma resposta politica diante do episódio e defendeu que um vereador investigado por violência contra a mulher não permaneça no comando do Poder Legislativo municipal.

“Um agressor não pode ser um legislador. Não basta apenas a punição pela Justiça. Queremos saber qual será a postura da atual prefeita em relação à manutenção desse vereador na presidência de uma Casa Legislativa que deveria dar exemplo à sociedade.”

Entenda o caso

De acordo com informações da Polícia Militar, o vereador foi preso em flagrante após ser acusado de agredir a companheira em um bar, no bairro da Pituba, em Salvador. A vítima, uma advogada, relatou ter sido esganada após o fim do relacionamento. A ocorrência teria sido presenciada por um juiz de Direito, que acionou a polícia. O vereador foi conduzido inicialmente por policiais militares e, em seguida, encaminhado para a Casa da Mulher Brasileira.

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