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Flávio Bolsonaro diz que pediu a Trump que evitasse novo tarifaço, mas que proposta é retaliação a Lula

Flávio Bolsonaro diz que pediu a Trump que evitasse novo tarifaço, mas que proposta é retaliação a Lula

Por Artur Búrigo/Folhapress

02/06/2026 às 12:07

Foto: Bruno Peres/Arquivo/Agência Brasil

Imagem de Flávio Bolsonaro diz que pediu a Trump que evitasse novo tarifaço, mas que proposta é retaliação a Lula

Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (2) que pediu "expressamente" para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não aplicasse uma tarifa sobre as empresas brasileiras.

Para o presidenciável do PL, a medida anunciada pelo governo americano nesta terça, que propôs um aumento de 25% nas alíquotas de importação de produtos do Brasil, foi uma retaliação ao presidente Lula (PT).

"[Eu pedi] ‘por favor não taxa as empresas brasileiras’, só que nós temos sentado hoje na cadeira de presidente alguém que simplesmente conseguiu ganhar a desconfiança do governo americano. Eles não confiam no Lula porque ele sai de lá pedindo primeiro para não combater facções criminosas", disse Flávio em entrevista à rádio Itatiaia.

A investigação do governo americano concluiu pelo novo tarifaço como resposta ao que vê como práticas comerciais injustas do Brasil. A decisão sobre aplicação ou não cabe ao presidente dos EUA, Donald Trump.

Para Flávio, que se reuniu com o presidente americano na última semana, Lula se tornou "inconfiável" na visão de Trump por também se mobilizar para encontrar uma alternativa ao dólar como moeda padrão internacional.

Nesse encontro, porém, o mandatário americano teria elogiado o petista, segundo relato confirmado pelo empresário bolsonarista Paulo Figueiredo, que participou da reunião.

Na última vez em que se encontraram, no início de maio, Trump publicou em sua rede social que a reunião com "o presidente muito dinâmico do Brasil" correu "muito bem".

A sugestão do governo americano desta terça prevê 25% de tarifas sobre os produtos brasileiros, mas exclui uma ampla lista de bens considerados estratégicos para a economia dos Estados Unidos ou cuja oferta doméstica é insuficiente. Entre eles estão diversos alimentos e produtos agropecuários, como carne bovina, castanha-do-pará, castanha de caju, coco, banana, manga, mamão, abacaxi, laranja, limão e outras frutas tropicais.

Entre os resultados da investigação, a Casa Branca acusa o Brasil de impor restrições a empresas americanas de tecnologia por meio de decisões judiciais que ordenam a remoção de conteúdos, a suspensão de perfis e o sigilo dessas determinações. Também criticam multas e outras punições aplicadas às plataformas que não cumprem essas ordens. Além disso, alegam que políticas brasileiras favorecem empresas nacionais de pagamento eletrônico em detrimento de concorrentes americanas.

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