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Candidatos da oposição no Nordeste evitam nacionalizar campanha, incluindo ACM Neto
Candidatos da oposição no Nordeste evitam nacionalizar campanha, incluindo ACM Neto
Por Política Livre
29/06/2026 às 11:14
Foto: Divulgação/Arquivo
ACM Neto
A fim de frear os efeitos da polarização entre o PT e o bolsonarismo, pré-candidatos a governos estaduais no Nordeste que enfrentam nomes apoiados pelo presidente Lula têm evitado a nacionalização do pleito. A estratégia é adotada por nomes bem posicionados em pesquisas de intenção de voto, como é o caso de ACM Neto (União), na Bahia, que rechaça palanques conjuntos com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.
Especialistas ouvidos pelo jornal O Globo apontam a alta capacidade de transferência de votos de Lula na região e mudanças no comportamento do eleitorado como justificativa para que estes pré-candidatos evitem a proximidade com o presidenciável do PL.
O cenário impõe um desafio para a campanha de Flávio na região, que não tem palanque, até o momento, em cinco dos nove estados do Nordeste. No Ceará e Bahia, Ciro Gomes (PSDB) e ACM Neto enfrentam governadores petistas que tentam a reeleição. Embora façam oposição a Lula, ambos descartam um apoio formal ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pelo menos no primeiro turno.
Para o cientista político Marcos Paulo Campos, da Universidade Estadual do Ceará, o posicionamento de ACM Neto deriva da avaliação de que a nacionalização do debate a partir do bolsonarismo não compensa eleitoralmente no Nordeste.
"Na região, o bolsonarismo não tem se mostrado como uma força política capaz de colocar um candidato com reais chances de vitória. Essa associação pode, inclusive, ser um elemento negativo por trazer um teto eleitoral prejudicial ao candidato", disse Campos.
A rodada mais recente da pesquisa Genial/Quaest na Bahia, de abril, mostrou ACM Neto eJerônimo empatados tecnicamente na disputa de primeiro turno. O representante do carlismo aparece com 41% das intenções de voto, enquanto o petista alcança 37%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou
para menos.
