/

Home

/

Noticias

/

Economia

/

STF mantém decisão de Dino que proíbe Tesouro Nacional de reter taxa de fiscalização da CVM

STF mantém decisão de Dino que proíbe Tesouro Nacional de reter taxa de fiscalização da CVM

Ministros foram unânimes ao acompanhar relator

Por Isadora Albernaz/Folhapress

22/05/2026 às 21:15

Foto: Antonio Augusto/STF/Arquivo

Imagem de STF mantém decisão de Dino que proíbe Tesouro Nacional de reter taxa de fiscalização da CVM

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) mantiveram nesta sexta-feira (22) a decisão de Flávio Dino que proibiu o Tesouro Nacional de reter a taxa de fiscalização paga à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e cobrou que o governo do presidente Lula (PT) apresente um plano emergencial de reestruturação para a autarquia.

Com isso, só a DRU (Desvinculação de Receitas da União), que permite o uso de até 30% das receitas que seriam destinadas a áreas específicas, poderá ser descontada da taxa da comissão. A AGU (Advocacia-Geral da União) recorreu da decisão no dia 14 de maio.

A decisão liminar (provisória) de Dino foi referendada por unanimidade –ou seja, com o aval de Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Edson Fachin (presidente do tribunal), Gilmar Mendes, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.

O julgamento ocorreu no plenário virtual da corte, onde não há debate de teses e os ministros apenas depositam seus votos no sistema.

Em 7 de maio, quando atendeu parcialmente a um pedido do partido Novo, Flávio Dino afirmou que há um "quadro inequívoco de atrofia institucional e asfixia orçamentária" da CVM e usou como exemplo o escândalo do Banco Master.

Segundo o ministro, as fraudes bilionárias da instituição de Daniel Vorcaro teriam sido favorecidas pela suposta falta de exigências fiscalizatórias dos órgãos competentes.

Ele justificou que a medida garante que os recursos pagos pelos agentes do mercado de valores mobiliários por meio da taxa sejam usados para sua finalidade, que é bancar as atividades da comissão.

O relator também havia cobrado uma explicação em até 20 dias do governo federal para a falta de integrantes da diretoria da CVM, após o superintendente de Desenvolvimento e Modernização Institucional Daniel Valadão dizer que a política tem prejudicado a produtividade do grupo –que ainda não tinha julgado nenhum processo em 2026.

Na quarta-feira (20), o Senado aprovou, por 31 votos a favor e 13 contra, o advogado Otto Lobo para a presidência da comissão, quase cinco meses após a indicação por Lula. O nome foi mal recebido pelo mercado financeiro na ocasião da indicação porque decisões tomadas por Otto teriam beneficiado Daniel Vorcaro.

Em recurso ao Supremo, a AGU pediu que a mudança na retenção da taxa da CVM passe a valer apenas no próximo ano, para evitar prejuízos ao Orçamento de 2026.

"As determinações agravadas produzem consequências graves para o regime orçamentário e financeiro previsto na Constituição", diz o documento.

O órgão também afirmou que as determinações de Dino vão além do debate inicial proposto pelo Novo e, sem citar o caso Master, disse que a União não está "alheia" às demandas crescentes de fiscalização no mercado de capitais.

"Sem dúvida, as necessidades de fiscalização do mercado de capitais são crescentes, e o aperfeiçoamento institucional da CVM é medida essencial para viabilizar essa finalidade. Não obstante, o Poder Público federal não foi e não está alheio a esta realidade. Ao contrário, a União vem adotando medidas concretas voltadas ao fortalecimento institucional da CVM", afirmou o órgão.

Em sua decisão, Dino ainda determinou que o plano emergencial elenque medidas práticas para serem feitas ainda neste ano, como mutirões, fiscalizações extraordinárias, atribuição de gratificações temporárias, destinação de aprovados no CNU e julgamentos de processos em horas extras.

Já para 2027 e os anos seguintes o governo deverá apresentar, em até 90 dias corridos, um planejamento para resolver as cinco necessidades levadas por representadas da CVM à audiência pública.

São elas: eliminar gargalos na fiscalização do mercado; eliminar gargalos nas atividades de gestão interna; ampliar a prevenção de irregularidades e fraudes com mais tecnologia; reduzir evasão de servidores; e revisão remuneratória.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre
politica livre
O POLÍTICA LIVRE é o mais completo site sobre política da Bahia, que revela os bastidores da política baiana e permite uma visão completa sobre a vida política do Estado e do Brasil.
CONTATO
(71) 9-8801-0190
SIGA-NOS
© Copyright Política Livre. All Rights Reserved

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.