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Relator da PEC 6x1 afirma que categorias específicas serão debatidas dentro de proposta de lei separada
Relator da PEC 6x1 afirma que categorias específicas serão debatidas dentro de proposta de lei separada
Leo Prates afirmou que jornadas como a dos profissionais da saúde devem ficar em outro texto
Por Augusto Tenório/Folhapress
07/05/2026 às 14:15
Foto: Kayo Magalhaes/Câmara dos Deputados/Arquivo
O relator da PEC que acaba com a escala 6x1, deputado federal Leo Prates (Republicanos)
O relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1, deputado federal Leo Prates (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (7) que as regras para categorias específicas serão discutidas separadamente num projeto de lei. Ainda não foi definido, porém, se a discussão ocorreria no PL apresentado pelo governo Lula com urgência constitucional.
Prates participou de uma audiência pública na Paraíba acompanhado do presidente da comissão especial, o deputado Alencar Santana (PT-SP), do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do ministro Luiz Marinho (Trabalho) e da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS).
"Tenho o maior consultor do trabalho, o ministro Marinho, para encontrarmos as peculiaridades. O presidente Alencar, por exemplo, me alertou que a jornada 12x36 é importante para manter os equipamentos de saúde. A ideia é do Marinho, e vamos tratar na PEC a regra geral, e os específicos trataremos num projeto de lei. Assim a gente encontra o formato jurídico melhor para o nosso país", disse o relator.
Questionado pela reportagem se a escolha seria discutir essas categorias no âmbito do projeto enviado pelo Planalto, Prates afirmou que ainda vai conversar com Motta para definir a estratégia. Eles têm uma reunião prevista para a próxima semana para discutir o assunto.
Após a audiência pública, Motta não entrou no assunto. O presidente da Câmara reforçou apenas que sente "um ambiente muito favorável para a aprovação da PEC" e que há chances para construção de "uma ampla convergência" e, "quem sabe, uma unanimidade" sobre a proposta.
O presidente da Câmara ainda disse que a ideia é aprovar o texto em maio para que o Senado vote antes do recesso, para que "a gente possa ir para a eleição com essa questão resolvida", no sentido de impedir a contaminação pelo debate eleitoral.
O fim da escala 6x1 é uma das principais bandeiras eleitorais do governo Lula. O Planalto aposta que a aprovação da medida pode catapultar o petista para a reeleição. Segundo o Datafolha, 71% dos brasileiros aprovam o fim desse regime de trabalho.
O governo Lula tem pressa, e por isso enviou um projeto de lei com urgência constitucional para acabar com a escala 6x1. Esse tipo de projeto pode ser analisado diretamente no plenário, sem necessidade de ser aprovado em comissões, e passa a trancar a pauta da Câmara se não for votado em até 45 dias.
Motta decidiu que o tema seria discutido por meio da PEC, que tem uma tramitação mais lenta. A proposta passou pela CCJ e passará o mês de maio sendo debatida na comissão especial. Nessas discussões, Prates tentará construir um texto que preserve as premissas originais, mas que também possa ser aprovado.
O presidente da Câmara tem defendido a PEC e até o momento sequer indicou um relator. O presidente da comissão especial que discute o fim da 6x1, porém, também defendeu a tramitação conjunta. "A ideia é votar a PEC, [depois] votar o projeto. O projeto de lei, em algum momento, tem que ser aprovado", disse o petista em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, no fim de abril.
