Pirâmides financeiras movimentaram R$ 100 bilhões no Brasil em duas décadas
Por Redação
17/05/2026 às 12:39
Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil
Entre os casos mais emblemáticos estão a GAS Consultoria, ligada ao chamado “Faraó dos Bitcoins”, com movimentação estimada em R$ 38 bilhões
O caso da fintech Naskar Gestão de Ativos, investigada após o desaparecimento de seus sócios e a suspensão dos pagamentos a clientes, reacendeu o alerta sobre pirâmides financeiras no Brasil. Segundo levantamento do portal Metrópoles, os principais esquemas desse tipo registrados nos últimos 20 anos movimentaram cerca de R$ 100 bilhões, valor superior ao orçamento anual do Governo do Distrito Federal em 2026. A Naskar prometia rendimentos mensais de 2% aos investidores e agora é alvo de investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, embora ainda não haja confirmação oficial de fraude. A reportagem é do Metrópoles.
Entre os casos mais emblemáticos estão a GAS Consultoria, ligada ao chamado “Faraó dos Bitcoins”, com movimentação estimada em R$ 38 bilhões, e a Unick Forex, acusada de captar bilhões prometendo lucros rápidos. Também ganharam notoriedade a Atlas Quantum, a Telexfree e a Braiscompany, todas marcadas por promessas de altos retornos, marketing agressivo e prejuízos bilionários a investidores.
No caso da Naskar, clientes relatam que o aplicativo da empresa saiu do ar após o atraso nos pagamentos previstos para maio. Posteriormente, a fintech anunciou ter sido comprada pela empresa norte-americana Azara Capital, que prometeu ressarcir os investidores. Entretanto, a suposta compradora apresenta inconsistências, como ausência de executivos identificados, endereço questionável nos Estados Unidos e presença recente nas redes sociais. Até o momento, os investidores seguem sem garantia concreta de devolução dos recursos.
