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'Eu peço que trabalhadores e patrões cheguem ao entendimento', diz Bruno Reis sobre possível greve dos rodoviários

'Eu peço que trabalhadores e patrões cheguem ao entendimento', diz Bruno Reis sobre possível greve dos rodoviários

Por Reinaldo Oliveira

15/05/2026 às 13:03

Atualizado em 15/05/2026 às 13:28

Foto: Valter Pontes/Secom PMS/Arquivo

Imagem de 'Eu peço que trabalhadores e patrões cheguem ao entendimento', diz Bruno Reis sobre possível greve dos rodoviários

Bruno Reis

Durante lançamento do Programa IngreSSAr 2026, na manhã desta sexta-feira (15), o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), falou com a imprensa sobre os impactos da possível greve dos rodoviários que podem cruzar os braços no dia 22 na capital baiana. Durante a conversa com jornalistas, o chefe do Palácio Thomé de Souza defendeu o diálogo entre trabalhadores e empresários. 

“Após a publicação do edital da greve por parte dos rodoviários, muito provavelmente os empresários vão entrar com um dissídio coletivo e aí vai caber a Justiça do Trabalho, a mediação e, caso não haja acordo, por último, o julgamento do percentual que é justo e que possa de um lado contemplar os trabalhadores e do outro que seja possível que os patrões possam honrar os compromissos”, declarou.

De acordo com o gestor, a situação financeira das empresas de transporte é delicada. “Para vocês terem ideia, essa semana nós nos reunimos e eles apresentaram os balanços deles. A situação a partir de julho é periclitante. A alta do diesel representa R$ 6 milhões a mais de impacto na operação mês do transporte público e a gente não vê por parte do governo uma palavra, uma sinalização para a redução do ICMS do óleo diesel”, acrescentou.

Na ocasião, o chefe do Executivo soteropolitano ainda criticou o Governo da Bahia por não reduzir o imposto sobre o combustível. Ainda de acordo com ele, outros fatores podem agravar o cenário do transporte público

“[Não reduziu] Um por cento se quer do óleo diesel para o transporte. Todos os outros estados dão esse benefício, esse incentivo fiscal. Então o ICMS da Bahia, além de ser o mais alto do Brasil, 20,5%, também para o transporte público não tem qualquer estímulo. E a situação é crítica. Nesse momento a gente pede a todos que tenham bom senso, sem se falar do que está por aqui, que é a redução da escala para 5×2, que vai agravar ainda mais a situação do transporte público. Então, esses dois fatos específicos, um que já está ocorrendo por conta da guerra do Irã e outro por conta da redução da jornada vão agravar ainda mais, vão tornar a operação do transporte público ainda mais deficitária e as prefeituras do Brasil não têm condições de pagar essa compra”, continuou.

Para concluir, Bruno Reis reiterou que espera um entendimento entre as partes para evitar a paralisação. “Eu peço que trabalhadores e patrões cheguem ao entendimento para evitar a greve, que só faz piorar ainda mais a situação, porque perde receita e no final do mês tem salários que irão ser pagos, FGTS que serão recolhidos, tem uma série de compromissos que a prefeitura que já vem completando para cada passageiro transportado de R$ 0,56 não agrave ainda mais essa situação porque também nós temos as nossas limitações orçamentárias e financeiras”, finalizou.

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