PL prepara contra-ataques à emenda do fim da escala 6x1
Em ofensiva nas redes, partido começa a publicar vídeos que questionam a redução da jornada
Por Gabriela Echenique/Folhapress
27/04/2026 às 22:00
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/Arquivo
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ)
Em meio aos ataques que têm recebido nas redes, o Partido Liberal (PL) prepara uma ofensiva no debate da PEC que prevê o fim da escala 6x1. Uma estratégia é mostrar que a redução da jornada vai pesar no bolso do trabalhador.
O contra-ataque do partido é uma resposta a uma série de comentários que têm inundado as redes sociais de parlamentares bolsonaristas. As críticas se intensificaram após o texto ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.
A comissão especial será instalada nesta semana pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). A determinação foi dada em meio a uma mobilização nas redes que atribui a Motta a intenção de adiar a análise do texto.
Os deputados vão usar o colegiado para tentar desidratar a proposta defendida pelo governo. A ideia é mostrar que a redução da jornada não trará benefícios ao trabalhador e que, no final, quem vai pagar a conta são os mais pobres. O objetivo é falar diretamente com o eleitor de direita e com o empresariado.
O PL também aguarda a instalação oficial da comissão para publicar inserções nas redes sociais com vídeos que questionam o fim da escala.
Um dos primeiros vai trazer o depoimento de mulheres que estão preocupadas com uma eventual redução do salário. Sob o lema "O Brasil que trabalha não pode parar", o vídeo afirma que "reduzir a jornada pode prejudicar a vida da mulher trabalhadora".
A PEC em discussão na Câmara prevê a redução das 44 para 40 horas semanais, com escala 5x2, sem redução de salário. Os empresários alegam, no entanto, que terão custos com o fim da 6x1.
