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Petrobras começa a devolver ágio do gás de cozinha, mas impacto ao consumidor é limitado

Petrobras começa a devolver ágio do gás de cozinha, mas impacto ao consumidor é limitado

Por Nicola Pamplona, Folhapress

14/04/2026 às 13:28

Atualizado em 14/04/2026 às 13:19

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo

Imagem de Petrobras começa a devolver ágio do gás de cozinha, mas impacto ao consumidor é limitado

Estatal promete novos reembolsos quando começar a receber subvenção do governo federal

A Petrobras começou a repassar às distribuidoras de gás de cozinha desconto prometido na semana passada para reembolsar valores pagos a mais em leilão do combustível criticado pelo governo. O setor defende, porém, que o impacto para o consumidor é limitado.

A concessão de descontos em compras nesta semana foi a alternativa encontrada pela estatal para devolver ganhos extraordinários no leilão, que teve ágios de até 117% e culminou com a demissão do diretor responsável pela área, Claudio Schlosser.

A Folha apurou que os primeiros descontos representam cerca de um terço do valor dos ágios pagos no leilão, compensando parcialmente a alta no preço do insumo. A estatal prometeu novos reembolsos, mas apenas quando estiver recebendo subvenção do governo.

O programa de subvenção sobre o GLP (Gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha) importado, anunciado na semana passada pelo governo, ainda precisa de regulamentação pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

"A redução de preços do GLP anunciada pela Petrobras, por enquanto está só nas promessas", diz em nota a Abragás, associação que reúne revendedores de gás de botijão. A entidade diz que o preço para a revenda subiu, em média, R$ 7 por botijão após o leilão.

"Mas agora após intervenção do governo, [as distribuidoras] acenam com reduções de R$ 1,35 a R$ 1,47, ou seja, menos de 20% do valor repassado aos revendedores por conta do desastroso leilão da Petrobras", continua o texto, assinado pelo presidente da associação, José Luiz Rocha.

A devolução de parte dos ganhos extraordinários com o leilão foi aprovada pela Petrobras após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chamou o leilão de "bandidagem" em entrevista.

A oferta foi feita em meio a negociações entre o governo e a estatal para a criação de uma subvenção ao GLP importado que eliminaria a necessidade de venda do produto com ágios sobre o preço praticado na venda de gás produzido no Brasil.

A Petrobras defendeu a Lula que o leilão foi realizado à revelia das orientações da cúpula da empresa e encerrou o mandato do diretor responsável.

Em um primeiro momento, a estatal decidiu devolver a diferença entre o preço pago pelas distribuidoras no leilão e a paridade de importação calculada pela ANP na semana de 23 a 27 de março —segundo o setor, uma média de R$ 700 por tonelada.

Depois, quando aderir à subvenção, repassará outros R$ 850 por tonelada, que é o valor do subsídio prometido pelo governo para enfrentar os efeitos da escalada do preço do petróleo após o início da guerra no Irã.

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