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Modelo brasileiro de TV 3.0 é apresentado nos EUA e empresas esperam por novo modelo de negócios
Modelo brasileiro de TV 3.0 é apresentado nos EUA e empresas esperam por novo modelo de negócios
Indústria de radiodifusão vê a tecnologia como oportunidade de monetização
Por Alex Sabino/Folhapress
12/04/2026 às 08:40
Foto: Peter Neylon/Ministério das Comunicações/Arquivo
Ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho (ao centro), assina contrato de gestão com a Telebras
O modelo brasileiro para a TV 3.0 será apresentado no NAB Show 2026 em Las Vegas, nos Estados Unidos, no próximo dia 20. A tecnologia é vista como uma abertura de novas frentes de negócios para a indústria.
Considerada a televisão da próxima geração e também chamada de DTV+, ela combina o sinal tradicional por antena com recursos pela internet para entregar imagem em até 8K, com alto nível de interatividade e mantendo a TV aberta.
Para as empresas brasileiras do setor, a TV 3.0 cria oportunidades para desenvolvedores de software, fabricantes de equipamentos, startups e varejo digital. As marcas de radiodifusão podem se reposicionar na geração de dados, com novos modelos de negócio.
O modelo nacional será apresentado no painel "NextGen TV e TV 3.0: Uma Conversa Global sobre o Futuro da Radiodifusão", com a presença do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, e a comissária da FCC (Comissão Federal de Comunicações dos EUA), Olivia Trusty.
Um dos mecanismos centrais da nova tecnologia é o chamado T-commerce, o comércio eletrônico que pode ser feito pelo espectador pela televisão, sem o uso de outro dispositivo. O conceito não é inovador, mas a tecnologia 3.0 muda a escala de integração entre sinal de antena e internet. Trata-se de uma nova forma de monetização para as emissoras.
Para o Ministério, a apresentação e a tecnologia representam uma forma de o setor de radiodifusão recuperar participação no mercado publicitário, perdida para plataformas de internet nos últimos anos.
Mas entidades como a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV) e Abratel (Associação Brasileira de Rádio e TV) pediram abertura de linhas de crédito para que empresas no setor possam investir em tecnologia necessária para a mudança.
