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'Misógino arrogante da extrema direita', diz Gleisi Hoffmann sobre conselheiro de Trump
'Misógino arrogante da extrema direita', diz Gleisi Hoffmann sobre conselheiro de Trump
Enviado especial para assuntos globais do governo dos EUA chamou brasileiras de 'putas' e 'raça maldita'
Por Mariana Brasil/Folhapress
24/04/2026 às 20:15
Atualizado em 24/04/2026 às 21:46
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo
A ex-ministra e pré-candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT)
A ex-ministra e pré-candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), rebateu nesta sexta-feira (24) a fala do enviado especial para assuntos globais no governo de Donald Trump, Paolo Zampolli, de que mulheres brasileiras são "programadas para causar confusão."
Em entrevista a uma rede italiana, o conselheiro também se referiu às brasileiras como "putas" e "raça maldita". Nas redes, Gleisi chamou o conselheiro de "misógino arrogante da extrema direita".
"Esse Paolo Zampolli, enviado especial do Donald Trump para assuntos globais, é o tipo de misógino arrogante da extrema direita. Quem cria confusão e guerras que afetam o mundo inteiro é o chefe dele. Respeite as mulheres, respeite as brasileiras! No Brasil você não é bem-vindo!", escreveu a ex-chefe da articulação política do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira", disse ele na entrevista à rede italiana RAI e em referência à sua ex-mulher, a ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por quase 20 anos.
O repórter italiano questionou se esta seria uma "questão genética" das brasileiras. Zampolli respondeu que não e afirmou que as "mulheres brasileiras são programadas".
"Para extorquir?", questiona o jornalista. "Não, para causar confusão", respondeu ele.
Em nota, o Ministério das Mulheres também se manifestou contra a declaração de Zampolli, afirmando que as falas do funcionário do governo americano reforçam discursos de ódio.
"O Ministério das Mulheres repudia veementemente a declaração ofensiva proferida pelo assessor especial do governo dos Estados Unidos, Paolo Zampolli, contra meninas e mulheres brasileiras. O assessor fez afirmações que reforçam um discurso de ódio e desvalorizam as mulheres do país, em afronta à dignidade e ao respeito".
"A misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa", diz ainda a nota. "Nesse sentido, o ministério ressalta que o ódio contra meninas e mulheres não pode ser relativizado sob o argumento da liberdade de expressão".
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