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Kassab critica Lula, mesmo com ministros do PSD: 'Sabe gastar, mas não sabe administrar'
Kassab critica Lula, mesmo com ministros do PSD: 'Sabe gastar, mas não sabe administrar'
Dirigente partidário deu declaração durante almoço com empresários nesta segunda
Por Alana Morzelli/Folhapress
27/04/2026 às 20:30
Atualizado em 27/04/2026 às 22:02
Foto: Leandro Sanches/Divulgação Lide
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, fala sobre o cenário político brasileiro em evento do Lide
Ao recapitular os governos brasileiros desde a redemocratização, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta segunda-feira (27) que a gestão Lula (PT) "sabe gastar, mas não sabe administrar a máquina para ter mais eficiência" e que teria perdido desempenho ao longo do tempo.
A declaração foi feita durante almoço empresarial, em São Paulo, promovido pelo Lide, dirigido pelo ex-governador de São Paulo João Doria.
O partido fundado por Kassab conta na Esplanada com os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e André de Paula (Agricultura).
No evento desta segunda, Kassab também criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que ele chegou ao poder "sem vocação para a vida pública" e teve desempenho "muito ruim", o que favoreceu a eleição de Lula.
"Ele [Bolsonaro] teve um desempenho pessoal tão ruim que quem estivesse no lado oposto ganhava, e era o Lula", afirmou.
Na avaliação do presidente do PSD, nem Lula nem Flávio Bolsonaro (PL) devem vencer a próxima eleição. Ele disse que não acredita que candidatos com níveis de rejeição como o de Lula, com 48%, e Flávio Bolsonaro, com 46%, segundo último levantamento do Datafolha, possam chegar à frente e que pesquisas atuais não refletem o quadro do período eleitoral.
Em março, Kassab lançou à Presidência o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado pelo PSD.
Questionado sobre o apoio de seu partido ao Governo de São Paulo, Kassab afirmou que o jogo já está definido com o apoio à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para governador e Caiado para a Presidência.
Em defesa do desempenho de Caiado nas mais recentes pesquisas eleitorais, Kassab afirmou que nenhuma eleição é definida com cinco meses de antecedência. Trouxe como exemplo sua própria candidatura, em 2008, quando esteve atrás de Geraldo Alckmin (hoje no PSB) ao longo da campanha e no final se elegeu prefeito de São Paulo.
Questionado sobre uma possível aliança com o PT em São Paulo, Kassab descartou a hipótese.
Também disse que não há definição sobre a escolha de vice na chapa de Caiado e que a discussão deve avançar a partir de junho.
Ao defender maior transparência e combate à corrupção, Kassab afirmou que o país precisa de um presidente com disposição para promover ajustes institucionais, incluindo no Judiciário, em referência às suspeitas que envolvem ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) no caso do Banco Master.
