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Justiça determina desapropriação de hospital em Coaraci em decisão que pode ameaçar continuidade do atendimento
Justiça determina desapropriação de hospital em Coaraci em decisão que pode ameaçar continuidade do atendimento
Por Política Livre
05/03/2026 às 15:12
Foto: Divulgação/Arquivo
O imóvel foi arrematado em leilão em 2011 pela empresa Painel Patrimonial Ltda.
Uma decisão da Justiça determinou a desapropriação do prédio onde funciona o Hospital Geral de Coaraci, no sul da Bahia, abrindo um novo capítulo em um impasse que se arrasta há mais de duas décadas. O imóvel foi arrematado em leilão em 2011 pela empresa Painel Patrimonial Ltda., representada pelo deputado estadual Raimundinho da JR (PL), mas somente agora, em 2026, o Judiciário decidiu pela desapropriação da área onde funciona a unidade hospitalar, na sentença proferida em 24 de fevereiro.
No processo, a Justiça também determinou que o município tem até o dia 30 de abril para entregar as chaves do imóvel à empresa proprietária, caso não haja uma solução definitiva para a situação do prédio, o que coloca em risco a continuidade do atendimento.
O impasse foi tema de uma reunião em Salvador mediada pelo líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Rosemberg Pinto (PT), entre o prefeito de Coaraci, Miltinho, e Raimundinho da JR.
Em publicação nas redes sociais, Miltinho afirmou ter chegado a um acordo provisório para evitar o fechamento da unidade.
“Com a intermediação do deputado Rosenberg Pinto, chegamos a um entendimento com Raimundinho da JR, representante da empresa arrematante do prédio do nosso Hospital Geral. O Município está firmando um contrato de aluguel por um ano, garantindo a continuidade dos atendimentos e internações sem nenhuma interrupção”, escreveu.
Ele informou ainda que a Caixa Econômica Federal fará uma avaliação do imóvel, como parte da primeira etapa do processo de desapropriação pelo Estado da Bahia.
“Nos próximos 15 dias, técnicos devem vir a Coaraci para essa avaliação”, detalhou.
Por outro lado, o prefeito recebeu uma onda de críticas por ter anunciado o cantor Tony Salles como atração do “2ª Puxada Aleluia Fest”, com o custo previsto de R$ 250 mil, em meio ao impasse que coloca em risco o futuro do hospital municipal.
