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Iranianos que EUA tinham em mente para liderar país quando a guerra terminar estão mortos, diz Trump

Iranianos que EUA tinham em mente para liderar país quando a guerra terminar estão mortos, diz Trump

Presidente americano diz que 'pior cenário possível' no Irã seria um líder 'tão ruim' quanto Khamenei

Por Isabella Menon/Victor Lacombe/Folhapress

03/03/2026 às 18:00

Atualizado em 03/03/2026 às 17:55

Foto: Reprodução/Instagram

Imagem de Iranianos que EUA tinham em mente para liderar país quando a guerra terminar estão mortos, diz Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça (3) que todas as pessoas que seu governo tinha em mente para assumir o comando do Irã após o fim da guerra "estão mortas".

O republicano não especificou quem seriam essas pessoas, nem em quais circunstâncias elas morreram. O conflito no Oriente Médio entrou em seu quarto dia.

"Tudo foi destruído", afirmou ele durante evento na Casa Branca. "Como vocês sabem, 49 pessoas [da liderança iraniana] foram mortas no primeiro ataque [no sábado, 28]. E acho que houve outro hoje [terça] contra a liderança, que parece ter sido significativo", afirmou, em aparente referência ao bombardeio contra o prédio da Assembleia de Especialistas em Qom nesta terça. Não se sabe se os clérigos do órgão, que seleciona o líder supremo do Irã, estavam no local, que foi completamente destruído.

Trump disse também que "pior cenário possível" no Irã seria um líder "tão ruim" quanto o aiatolá Ali Khamenei, morto pelos ataques de Estados Unidos e Israel no sábado. Trump conversou com jornalistas durante uma visita oficial do primeiro-ministro da Alemanhã, Friedrich Merz, à Washington.

Na segunda-feira, ao falar com jornalistas, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os EUA enfrentavam uma ameaça iminente porque Israel estava prestes a atacar o Irã, e que Teerã estaria preparado para retaliar contra forças americanas. Durante encontro com Merz, porém, Trump contradisse essa versão ao dizer que ele é quem pode ter "forçado a mão de Israel" para dar início ao bombardeio.

"Acho que eles iam atacar primeiro, e eu não queria que isso acontecesse. Então, se for o caso, pode ser que eu tenha forçado a mão com Israel", afirmou o presidente.

O republicano disse ainda que "provavelmente há uma terceira onda" de ataques contra a liderança iraniana a caminho.

Mais cedo nesta terça, Washington e Teerã deram sinais de que não há espaço para diplomacia no momento. Trump escreveu nas redes sociais que "as defesas aéreas, Força Aérea, Marinha e liderança [do Irã] se foram". "Eles querem conversar. Eu disse: tarde demais!", completou o presidente.

Algumas horas depois, o embaixador da missão iraniana à ONU em Genebra, na Suíça, desmentiu Trump, dizendo que Teerã não está em contato com os EUA —seja para interromper a guerra, seja para retomar negociações sobre seu programa nuclear.

"Por ora, temos sérias dúvidas sobre a utilidade de negociações", afirmou Ali Bahreini. "A única linguagem que os EUA entendem é a linguagem da defesa. Não é o momento de abrirmos canais de diálogo."

A guerra teve início no sábado, quando Trump ignorou semanas de negociação e optou por bombardear o Irã em conjunto com Israel, matando Khamenei e outras lideranças do regime.

Desde então, ataques articulados por Washington e Tel Aviv mataram pelo menos 787 pessoas no Irã, segundo balanço do Crescente Vermelho, o braço da Cruz Vermelha para países muçulmanos.

Ataques iranianos, por sua vez, mataram dez em Israel e seis militares dos EUA em bases no Oriente Médio.

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