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“Em briga de marido e mulher a gente tem que meter algema”, diz Débora Regis sobre o combate à violência doméstica
“Em briga de marido e mulher a gente tem que meter algema”, diz Débora Regis sobre o combate à violência doméstica
Por Redação
08/03/2026 às 10:45
Foto: Divulgação/Arquivo
A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Regis (União Brasil
A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Regis (União Brasil), defendeu neste sábado (7) o enfrentamento firme à violência doméstica durante a realização do Viva Mulher 2026, iniciativa da Prefeitura voltada à ampliação do acesso da população feminina a serviços de saúde e assistência.
A gestora criticou a antiga ideia de que conflitos dentro de casa não deveriam receber interferência externa e afirmou que o poder público precisa agir de forma firme para proteger as vítimas.
“Antigamente se falava muito que briga de marido e mulher ninguém mete a colher. Eu digo que briga de marido e mulher a gente tem que meter algema. A gente não pode de maneira nenhuma deixar as mulheres sendo vítimas de violência doméstica”, declarou.
Débora ressaltou que é fundamental garantir que as mulheres vítimas de agressão se sintam acolhidas pelas instituições públicas e tenham suporte para romper o ciclo de violência. “A gente precisa fazer com que elas se sintam confortáveis e acolhidas nas delegacias, coisa que infelizmente muitas vezes não acontece. Além disso, o poder público, especialmente o estadual, precisa ampliar as políticas públicas e os investimentos para que os municípios possam agir de forma imediata”, afirmou.
A prefeita também anunciou medidas que a gestão municipal pretende adotar para ampliar a rede de proteção às vítimas. Entre as iniciativas está o credenciamento de hotéis e pousadas no município para acolher mulheres que precisam sair de casa para escapar de situações de violência.
“Aqui na cidade nós vamos abrir o credenciamento para trazer hotéis e pousadas para tirar as mulheres de dentro de suas casas quando elas estiverem em situação de risco. Precisamos garantir proteção para essas mulheres e para seus filhos, para que eles não cresçam achando que a violência é algo normal. A gente não pode naturalizar a violência doméstica”, disse.
O Viva Mulher 2026 reúne uma série de ações voltadas ao cuidado com a saúde feminina, oferecendo serviços como consultas médicas, exames preventivos, orientações e atendimentos especializados, além de atividades de conscientização sobre direitos das mulheres e combate à violência.
