Deputadas pedem registros de voos e passageiros que pegaram avião com Vorcaro
Por Gabriela Echenique, Folhapress
05/03/2026 às 15:54
Foto: Reprodução/Rede Social/Arquivo
Nikolas Ferreira (PL), a influenciadora Jey Reis, Mariel Batista e seu marido, o pastor Guilherme Batista, da Lagoinha, diante de avião pertencente a Prime Aviation, empresa de Daniel Vorcaro
Deputadas do PSOL e da Rede pediram ao Ministério de Portos e Aeroportos e à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) os registros de voos nacionais e internacionais, além da lista de passageiros, de aeronaves da empresa ligada a Daniel Vorcaro.
O pedido quer a relação de voos da Prime Aviation, que tinha o banqueiro entre os donos. Mas limita àqueles em que Vorcaro estava entre os passageiros. O pedido engloba o período de 2021 a 2025.
As parlamentares querem saber quem viajou com o banqueiro em voos particulares. O requerimento é feito após a divulgação de que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) usou o jatinho ligado ao banqueiro para fazer campanha para o então presidente, Jair Bolsonaro (PL), em 2022.
"O que impõe ao Parlamento o dever de apurar se houve trânsito, articulação e circulação de interesses junto a autoridades públicas e representantes eleitos em um contexto de colapso financeiro que atingiu milhares de brasileiros", diz o pedido.
As deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Sâmia Bonfim (PSOL-SP) e Heloísa Helena (REDE-RJ) assinam o requerimento. Na justificativa, dizem que é preciso saber o "real alcance da rede de vínculos de Daniel Vorcaro".
O pedido é feito em meio à divulgação de documentos obtidos pela CPMI do INSS. As mensagens descobertas até agora mostram uma proximidade do banqueiro com diversos políticos e autoridades.
"O rastro das relações não aparece apenas em contratos e balanços. Ele aparece em agendas, encontros e deslocamentos — inclusive em viagens executivas, feitas fora do escrutínio público e frequentemente utilizadas como meio de aproximação, negociação e construção de redes de influência", finaliza o documento.
Os órgãos, agora, têm 30 dias para responder aos questionamentos.
