A Maridt Participações, empresa da qual o ministro Dias Toffoli é sócio, recorreu a um mandado de segurança arquivado no Supremo Tribunal Federal para suspender a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico determinada pela CPI do Crime Organizado. A estratégia levou o caso diretamente ao ministro Gilmar Mendes, relator da ação antiga, que decidiu suspender a medida aprovada pela comissão. A informação é da CNN.
O processo original havia sido apresentado em 2021 pela Brasil Paralelo contra atos da CPI da Covid e estava arquivado desde 2023. Ao protocolar o pedido nos autos dessa ação, a defesa da Maridt evitou que o caso fosse distribuído a outro ministro, como Andre Mendonca, relator da investigação envolvendo o Banco Master no Supremo. Gilmar entendeu que houve desvio de finalidade na decisão da CPI, por considerar que não foram apresentados elementos concretos que vinculassem a empresa aos fatos investigados.
A CPI, relatada pelo senador Alessandro Vieira, anunciou que vai recorrer da decisão. A comissão investiga suposta ligação da Maridt com o Banco Master, acusado de fraudes financeiras, após a revelação de investimentos envolvendo o Tayayá Resort, empreendimento ligado a familiares de Toffoli. O ministro deixou a relatoria do caso Master no STF depois que a Policia Federal identificou mensagens que mencionariam repasses ao magistrado, o que ele nega.
