Zema tem dificuldade de reeditar efeito ‘Luzema’ e perde musculatura política
Por Redação
24/01/2026 às 09:10
Atualizado em 24/01/2026 às 11:59
Foto: Gil Leonardi/Divulgação/GOVMG
Romeu Zema
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), enfrenta dificuldades para repetir em 2026 o desempenho eleitoral que teve em 2022, quando se beneficiou do chamado voto “Luzema” — eleitores que apoiaram simultaneamente Lula para presidente e Zema para o governo estadual. Segundo a primeira pesquisa Genial/Quaest deste ano, Zema não pontua entre lulistas e registra apenas 2% entre bolsonaristas, além de desempenho baixo entre eleitores independentes e da direita não bolsonarista. A informação é da Coluna do Estadão.
O enfraquecimento político do governador preocupa aliados e adversários, que avaliam que o cenário pode impactar tanto sua pré-candidatura à Presidência quanto a sucessão em Minas Gerais. Zema pretende apoiar o atual vice-governador, Mateus Simões (PSD), que também apresenta índices modestos nas pesquisas. O quadro mineiro é considerado indefinido, especialmente diante das tentativas do presidente Lula de viabilizar um palanque competitivo no estado, possivelmente com o senador Rodrigo Pacheco (PSD).
No cenário nacional, Zema aparece com o pior desempenho entre nomes da direita testados para o Planalto, atrás de lideranças como Flávio Bolsonaro, Ratinho Junior e Ronaldo Caiado. Para o ex-marqueteiro do governador, Leandro Grôppo, o erro está em apostar excessivamente no discurso ideológico, em vez de priorizar uma agenda de gestão e resultados. Procurada, a assessoria de Zema minimizou os números e afirmou que o governador não se preocupa com índices baixos nas pesquisas neste momento.
