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Militar demitido do MEC denunciou a Moraes ex-assessor de Bolsonaro que foi preso
Militar demitido do MEC denunciou a Moraes ex-assessor de Bolsonaro que foi preso
Coronel da Aeronáutica, Ricardo Wagner Roquetti afirmou que Martins consultou seu perfil no LinkedIn
Por Fábio Zanini/Folhapress
02/01/2026 às 17:00
Foto: Reprodução
O coronel aposentado da Aeronáutica Ricardo Roquetti denunciou Filipe Martins a Alexandre de Moraes
O coronel aposentado da Aeronáutica Ricardo Wagner Roquetti, demitido de um cargo no Ministério da Educação no início do governo de Jair Bolsonaro (PL), foi o responsável por denunciar ao ministro Alexandre de Moraes (STF) descumprimento de medida cautelar pelo ex-assessor Filipe Martins.
Martins foi preso na manhã desta sexta-feira (2) pela Polícia Federal em sua casa, em Ponta Grossa (PR), após ordem de Moraes, e levado para uma cadeia da cidade.
Em 29 de dezembro, Roquetti enviou um email ao gabinete de Moraes avisando-o que Martins havia consultado na véspera seu perfil no LinkeDin. O ex-assessor de Bolsonaro estava naquele momento em prisão domiciliar e impedido de usar redes sociais.
"Eu não possuo relação com o referido indivíduo e não houve qualquer interação que justificasse tal visita", disse o denunciante.
"Entendo que a ocorrência descrita pode indicar possível descumprimento de determinação judicial, o que justifica a comunicação imediata ao órgão competente", acrescentou Roquetti, que pediu que sua identidade fosse preservada pelo ministro.
Em razão disso, Moraes determinou a prisão preventiva de Martins, após pedir explicações à defesa dele. O ex-assessor de Jair Bolsonaro foi um dos condenados pela trama golpista, mas ainda não está cumprindo pena por esse fato, uma vez que os recursos da defesa não foram esgotados.
Roquetti tem um histórico de atritos com bolsonaristas desde que foi demitido em março de 2019 de uma diretoria do MEC, na gestão do então ministro Ricardo Vélez Rodrigues.
A demissão dele e de outros militares ocorreu após pressão do filósofo Olavo de Carvalho (morto em 2022), que considerava a pasta sua área de influência. Desde então, o coronel tem feito ataques e denúncias contra olavistas –Martins é um seguidor do filósofo.
Procurado, o coronel aposentado não quis se manifestar.
