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Planalto tenta aprovar PEC da Segurança, mas redução da maioridade penal deve ficar para 2027
Planalto tenta aprovar PEC da Segurança, mas redução da maioridade penal deve ficar para 2027
Por Redação
03/11/2026 às 09:06
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil
Palácio do Planalto
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentra esforços para aprovar nesta terça-feira (3), no Senado, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que amplia as atribuições da União no combate ao crime organizado. Após as eleições, porém, a redução da maioridade penal, defendida por Lula durante a campanha, perdeu força e não deverá ser votada neste ano, segundo aliados do governo ouvidos pelo Estadão.
A estratégia do Planalto é garantir a aprovação da PEC sem incluir mudanças na idade de responsabilização penal. A proposta de reduzir a maioridade de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos foi apresentada pelo senador Camilo Santana (PT-CE), após Lula defender a medida durante o debate da TV Globo, às vésperas do segundo turno. A posição provocou desconforto dentro do PT, historicamente contrário à alteração.
O adiamento da discussão também busca evitar impasses com a oposição. O líder oposicionista no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), apresentou uma emenda que prevê a redução da maioridade penal para 16 anos em geral e 14 anos para crimes hediondos. O governo avalia que precisa aprovar a PEC ainda neste ano, diante da expectativa de um Congresso mais conservador em 2027. Lula, inclusive, condiciona a criação do Ministério da Segurança Pública à aprovação da proposta.
