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Meta diz ao TSE que não houve viés na distribuição de conteúdo na campanha eleitoral
Meta diz ao TSE que não houve viés na distribuição de conteúdo na campanha eleitoral
Por Fábio Zanini, Folhapress
06/11/2026 às 22:00
Atualizado em 06/11/2026 às 21:05
Foto: Reprodução/Arquivo
Big tech diz que dados usados para acusá-la não levaram em conta estratégias das campanhas
A Meta, dona das plataformas Instagram e Facebook, diz em resposta a uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não houve viés na distribuição de conteúdo para favorecer a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
O posicionamento foi apresentado nesta sexta-feira (6) como parte de sua defesa em uma ação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A empresa informa na peça dados sobre audiência de postagens que "refutam as conclusões equivocadas de relatórios de terceiros, que alegavam viés na distribuição de conteúdo".
De acordo com a big tech, os números que mostrariam favorecimento a Flávio não levaram em conta dois fatores: as diferenças nas estratégias digitais das campanhas e o efeito das reproduções repetidas na contagem de visualizações de vídeos.
"O candidato Flávio Bolsonaro publicou com menos frequência e alcançou mais pessoas por publicação, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou com mais frequência e alcançou menos pessoas por publicação, mas, ao final, alcançou mais pessoas no total", diz a empresa.
Durante toda a campanha, a Meta foi acusada por Lula e aliados de estar privilegiando conteúdo de Flávio e parlamentares que o apoiavam, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
A Meta afirma que no período oficial de campanha –16 de agosto a 25 de outubro–, pessoas que assistiram a "reels" (vídeos curtos) de Nikolas no Instagram os viram novamente com mais frequência do que aquelas que fizeram o mesmo com Lula, Flávio e a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), por exemplo. Isso teria superestimado o número de pessoas que visualizaram os vídeos do deputado do PL
A empresa acrescenta que o conteúdo das contas do Instagram de Lula alcançou 50% mais pessoas do que as de Flávio, levando em conta apenas distribuição orgânica, e não anúncios.
Já o número de pessoas que visualizaram pelo menos um conteúdo da oposição foi equivalente a 1,13 vez o da base governista.
"Diferenças de alcance não são evidências de favorecimento. Elas refletem uma série de fatores, como a frequência de publicação e as estratégias digitais escolhidas pelas campanhas, o tempo de visualização, as curtidas, os comentários e a concorrência com outros conteúdos", diz a Meta.
A empresa diz que continuará a contestar "alegações falsas e infundadas que distorcem a forma como o conteúdo é distribuído em nossas plataformas".
