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Líderes do PT querem que Lula abrevie tempo de Bolsonaro na prisão com graça ou indulto
Líderes do PT querem que Lula abrevie tempo de Bolsonaro na prisão com graça ou indulto
Por Mônica Bergamo/Folhapress
06/11/2026 às 09:11
Foto: Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil
Jair Bolsonaro
Lideranças do PT que integram o núcleo mais próximo de Lula defendem que ele estude uma forma jurídica de abreviar o tempo de Jair Bolsonaro na prisão.
Integrantes do partido que são interlocutores diretos do presidente acham que, com isso, o petista passaria a régua no assunto, evitando que o Senado, no próximo ano, se debruçasse sobre um projeto de anistia que desviaria a atenção de pautas importantes do governo.
A medida tiraria também o gás da discussão de impeachment de ministros do STF, especialmente de Alexandre de Moraes, tema que prenuncia uma nova crise entre o parlamento e a Corte.
O presidente da República não pode dar anistia a um criminoso condenado. Ela extingue a pena e todas as suas consequências, e só pode ser concedida pelo Congresso Nacional.
Além disso, o STF (Supremo Tribunal Federal) já decidiu que crimes contra a democracia não podem receber anistia. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes.
Um presidente da República, porém, pode conceder graça, indulto ou comutar a pena de um detento, ou seja, reduzir o tempo de punição por razões humanitárias.
A diferença entre eles é que o indulto é coletivo e a graça, individual.
Nos dois casos, a pena é excluída, mas seus efeitos secundários permanecem. O réu, por exemplo, não volta a ser primário.
Uma outra opção seria Lula apresentar uma Ação Declaratória de Constitucionalidade ao STF (Supremo Tribunal Federal), defendendo a legalidade da lei da dosimetria.
Ela já foi aprovada pelo Congresso e previu a redução da pena dos crimes cometidos por Bolsonaro e pelos réus do 8 de janeiro. Com sua aplicação, o ex-presidente ficaria preso no regime fechado por cerca de mais um ano apenas.
A nova regra, porém, foi suspensa por Alexandre de Moraes, que relata uma ação que prega justamente a inconstitucionalidade da mudança do tamanho das penas.
O magistrado está sendo pressionado pelos próprios colegas para colocar o tema em julgamento, mas ainda está segurando o assunto na gaveta.
Caso opte por propor uma medida que abrevie o tempo de Bolsonaro na prisão, Lula teria que dialogar com o STF, já que o assunto está sendo debatido na Corte.
