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Ireuda Silva destaca importância do Novembro Negro e defende políticas públicas de combate ao racismo
Ireuda Silva destaca importância do Novembro Negro e defende políticas públicas de combate ao racismo
Por Redação
05/11/2026 às 09:47
Foto: Divulgação/Arquivo
Ireuda Silva
A vereadora de Salvador Ireuda Silva (Republicanos) destacou a importância do Novembro Negro como um período de reflexão, valorização da identidade afro-brasileira e fortalecimento da luta por igualdade racial. Para a parlamentar, que preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, a data deve ir além das celebrações e servir como oportunidade para ampliar o debate sobre o racismo estrutural, a violência e as desigualdades que ainda atingem a população negra.
A Bahia tem papel central nessa discussão. De acordo com levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2024, 80,7% da população baiana se autodeclara preta ou parda. O estado também apresenta o maior percentual de pessoas que se identificam como pretas no país, com 24,4% da população. Apesar dessa representatividade, os indicadores revelam desigualdades persistentes. Em 2024, a taxa de desemprego entre negros na Bahia foi de 11,1%, contra 9,5% entre brancos. Entre as mulheres negras, o índice chegou a 14,6%.
Outro dado que evidencia a dimensão do problema está na renda. Segundo a SEI, trabalhadores brancos receberam, em média, R$ 2.909 por mês na Bahia em 2024, enquanto trabalhadores negros tiveram rendimento médio de R$ 1.910. A diferença representa uma remuneração 52,3% superior para a população branca. Na educação, apenas 11,1% dos negros baianos com 16 anos ou mais de estudo haviam alcançado esse nível de escolaridade, diante de 20,3% entre os brancos.
A violência também permanece como uma das expressões mais graves do racismo no Brasil. Segundo o Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 32.820 pessoas negras foram vítimas de homicídio em 2024, o equivalente a 77% do total de assassinatos registrados no país naquele ano.
Ireuda ressalta que o enfrentamento dessas desigualdades exige compromisso permanente do poder público, com investimentos em educação, geração de emprego e renda, representatividade e proteção dos direitos da população negra. A vereadora também defende o reconhecimento das contribuições históricas, culturais e sociais da população afro-brasileira, especialmente das mulheres negras, que enfrentam desafios adicionais decorrentes da discriminação racial e de gênero.
À frente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, a parlamentar tem atuado na defesa de iniciativas voltadas à promoção da igualdade e ao enfrentamento das diferentes formas de violência e discriminação. Entre as pautas defendidas está a valorização de mulheres negras e de comunidades tradicionais, reconhecendo a importância de garantir espaço, oportunidades e respeito às suas trajetórias.
Para a vereadora, o Novembro Negro representa não apenas a memória da resistência histórica do povo negro, mas também a necessidade de transformar essa trajetória em conquistas concretas. A luta contra o racismo, segundo a perspectiva defendida pela parlamentar, precisa estar presente durante todo o ano, por meio de políticas públicas capazes de combater desigualdades e assegurar dignidade, respeito e oportunidades para todos.
