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Estratégia digital de Janones inspira movimentos de esquerda na Europa e na América Latina
Estratégia digital de Janones inspira movimentos de esquerda na Europa e na América Latina
Por Redação
01/11/2026 às 12:30
Foto: Reprodução/Arquivo/Instagram
Lula e André Janones
A estratégia digital criada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para impulsionar a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a ser reproduzida por partidos e movimentos de esquerda em outros países. Canais inspirados no “Exército de Lula”, que reúne mais de 10 milhões de participantes no WhatsApp, foram criados na Espanha, França e Argentina. Janones também recebeu convites da presidente do México, Claudia Sheinbaum, e do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, para compartilhar a experiência. A reportagem é do jornal O Globo.
Na Argentina, o “Ejército del Peronismo” alcançou 65 mil seguidores e passou a promover mobilizações digitais contra o governo de Javier Milei. Na França, o partido França Insubmissa, liderado por Jean-Luc Mélenchon, reuniu mais de 100 mil apoiadores em iniciativa semelhante. Na Espanha, grupos ligados à esquerda também adotaram o modelo, entre eles o canal “La fuerza de la gente”, associado ao campo político de Sánchez, que somava cerca de 50 mil integrantes. Para lideranças desses movimentos, o diferencial da estratégia foi transformar apoiadores em agentes ativos da campanha, usando o WhatsApp para disseminar informações, organizar mobilizações e orientar ações nas redes sociais.
No Brasil, ainda não está definido como o governo Lula pretende aproveitar a mobilização após a vitória eleitoral, nem se Janones ocupará um ministério no novo mandato. Em encontro com o presidente na última quinta-feira, o deputado afirmou que pretende contribuir onde puder ser mais útil, mas disse não considerar, por iniciativa própria, que um ministério seja o melhor caminho. Especialistas ouvidos pelo jornal avaliam que o desafio agora é converter a mobilização eleitoral em uma comunicação pública mais próxima da população, sem transformar o governo em uma campanha permanente.
