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Wagner defende permanência de Eduardo Sodré no governo Jerônimo e afirma que titular do Meio Ambiente tem ficha ‘limpésima’
Wagner defende permanência de Eduardo Sodré no governo Jerônimo e afirma que titular do Meio Ambiente tem ficha ‘limpésima’
Por Carine Andrade, Política Livre
13/10/2026 às 15:30
Atualizado em 13/10/2026 às 15:11
Foto: Reprodução/Aquivo
O senador Jaques Wagner (PT)
O senador Jaques Wagner (PT) defendeu a permanência de Eduardo Sodré no governo Jerônimo Rodrigues (PT), mesmo após o nome do secretário estadual do Meio Ambiente ser associado a uma investigação envolvendo uma empresa ligada à esposa dele que, de acordo com a Polícia Federal, foi contratada pelo Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, para a prospecção de operações de crédito consignado.
Em entrevista à Rádio Sociedade, nesta terça-feira (13), Wagner afirmou que não há acusação relacionada à atuação do auxiliar no governo e disse confiar na inocência dele. Eduardo Sodré é enteado do cacique do PT.
“Eu disse: ‘por mim, você não deixa o governo’. A liberdade é de Jerônimo, e não dá para alguém levantar uma lebre e, na mesma hora, você ter que sair para provar que não é culpado”, declarou o senador, ao comentar a possibilidade de afastamento do secretário.
Wagner sustentou que Eduardo Sodré não é sócio da empresa investigada e que a relação apontada no caso envolve a esposa do secretário, que seria sócia de um conhecido do círculo pessoal do casal. Segundo o senador, a empresa teria prestado serviços relacionados ao cartão Credcesta, associado ao Banco Master, em diferentes estados brasileiros.
“Eduardo não tem nada a ver com o processo. É a esposa dele que é sócia de outro amigo deles, que tem uma empresa que tem centenas delas pelo Brasil afora, que fazem o mesmo serviço que eles fizeram para o cartão Credcesta, do Banco Master”, afirmou.
O senador também atribuiu a repercussão do caso à proximidade pessoal de Eduardo Sodré com seu grupo político e por ser filho de sua esposa. Segundo Wagner, o secretário integra seu círculo de relações há anos, o que, na avaliação dele, teria contribuído para que o nome do auxiliar fosse associado à investigação.
Ficha limpa
Ao defender a permanência do enteado na secretaria do Meio Ambiente, Wagner afirmou desconhecer qualquer denúncia de concessão irregular de licenças ambientais durante a gestão do secretário. O petista desafiou que sejam apresentadas acusações concretas envolvendo a atuação do titular da pasta.
“Onde ele atua, alguém levantou alguma lebre sobre alguma licença que ele deu, concedida por troca de favor? A ficha dele é ‘limpésima’. Eu digo isso porque eu conheço ele. Eduardo, quando eu casei com Fátima [Mendonça] ele tinha três anos. Então, ele tem o pai e tem a mim também, o padrasto que conviveu com ele. O padrão é igual ao meu”, declarou.
Para o senador, não há justificativa para afastar o secretário com base em suspeitas que, segundo ele, não dizem respeito ao trabalho desempenhado no governo estadual.
“Ele vai provar a inocência dele. Aliás, ele não tem nada a ver com isso, ele nem sócio da empresa é”, afirmou Wagner.
O senador também disse que o governador Jerônimo Rodrigues não afastou Eduardo Sodré porque, segundo sua avaliação, não há acusação que envolva diretamente a atuação do secretário no governo da Bahia.
