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Troca de partido não garante reeleição e veteranos e novatos perdem cadeiras na Assembleia Legislativa

Troca de partido não garante reeleição e veteranos e novatos perdem cadeiras na Assembleia Legislativa

Por Carine Andrade, Política Livre

05/10/2026 às 15:45

Foto: Paulo Mocofaya/Agência Alba/Arquivo

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Plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA)

A eleição deste domingo (4) selou o destino de deputados estaduais de primeiro mandato que, mesmo mudando de partido em busca de “fôlego político”, não conseguiram garantir uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) para a próxima legislatura, que começa em fevereiro de 2027.

Luciano Araújo deixou a presidência do Solidariedade na Bahia e migrou para o Avante, legenda comandada no estado pelo ex-deputado federal Ronaldo Carletto. Eleito em 2022 com 28.412 votos, o parlamentar ampliou a votação em 2026 para 43.855 votos, mas, ainda assim, não conseguiu manter a cadeira.

Ex-vereador de Itabuna, Pancadinha trocou o Solidariedade pelo PDT. Eleito em 2022 na cadeira 63, a última da Casa, com 27.338 votos, reduziu a votação para 16.962 votos neste pleito.

Ex-prefeito de Ibititá por dois mandatos consecutivos, Cafu Barreto trocou o PSD, do senador Otto Alencar, pelo União Brasil, de ACM Neto, em março deste ano. A mudança de legenda, no entanto, não foi suficiente para garantir a reeleição. Ele não conseguiu superar os 67.324 votos obtidos nesta legislatura e terminou a eleição com 27.060 votos.

Ex-PP, Felipe Duarte ingressou no Avante durante a janela partidária. Embora tenha ampliado sua votação em 734 votos, não conseguiu se reeleger para um segundo mandato. Em 2022, Duarte obteve 51.187 votos, contra 51.921 nesta eleição.

Preso há um ano sob a acusação de liderar uma organização criminosa, Binho Galinha deixou o Patriota e ingressou no Avante durante a janela partidária, legenda pela qual obteve 23.474 votos. Em setembro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) indeferiu sua candidatura, mas, ainda assim, ele permaneceu autorizado a realizar campanha e a ser votado nas urnas. Em 2022, foi eleito com 49.834 votos.

Também novato, Matheus de Geraldo Júnior (MDB) foi outra surpresa da eleição. Ao contrário do pai, que manteve a cadeira de vice-governador conquistada na chapa liderada por Jerônimo Rodrigues (PT), ele caiu de 60.214 votos em 2022 para 41.855 votos em 2026. Matheus não mudou de partido durante a janela partidária.

Situação semelhante ocorreu com o ex-prefeito de Jitaúna, Patrick Lopes, eleito em 2022 pelo Avante com 35.607 votos. Nesta eleição, ele também não mudou de partido, mas não conseguiu avançar para um segundo mandato, apesar de ter ampliado a votação para 47.064 votos.


Veteranos que fizeram trocas

Mesmo não tendo sido eleita em 2022, a médica oftalmologista Fabíola Mansur chegou a assumir o mandato na condição de suplente até abril deste ano. Ela trocou o PSB, pelo qual obteve 58.064 votos em 2022, pelo PV. A mudança, no entanto, não foi suficiente para assegurar uma cadeira, e ela terminou a eleição com 47.016 votos.

Ex-vereador de Monte Santo, Laerte do Vando foi eleito em 2022 pelo PSC, legenda que posteriormente foi incorporada ao Podemos, com 44.669 votos. Este ano, migrou para o Avante durante a janela partidária e, mesmo ampliando sua votação em 3.911 votos, não conseguiu conquistar uma cadeira para o terceiro mandato. Ele obteve 48.580 votos neste pleito.

De Barreiras, no oeste da Bahia, Antonio Henrique Jr trocou o PP pelo PV. Com três mandatos consecutivos, ele obteve 51.122 votos em 2026, o que representa 2.240 a mais do que os 49.882 sufrágios registrados em 2022.


Também não passaram

Outro veterano que não mudou de partido, mas também não conseguiu renovar o mandato, foi Hilton Coelho, única voz do PSOL na Assembleia Legislativa por três mandatos consecutivos. Na atual legislatura, ele foi eleito na 56ª vaga, com 45.491 votos. Mesmo ampliando a votação para 64.500, ou seja, 19 mil votos a mais, não conseguiu se reeleger.

Genro do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, Marcelinho Veiga (União Brasil) disputava o terceiro mandato. Ele obteve 78.456 votos em 2022 e caiu para 57.170 votos neste pleito, registrando uma diferença de 21.286 votos.

Ex-prefeita de Barreiras, no oeste da Bahia, Jusmari Oliveira era primeira suplente do PSD e foi nomeada secretária de Desenvolvimento Urbano (Sedur) em dezembro de 2022. Com a eleição do colega de partido Eures Ribeiro (PSD) para prefeito de Bom Jesus da Lapa, em 2024, se efetivou no mandato, mas permaneceu à frente da pasta dando lugar ao também pessedista Marcone Amaral. Jusmari somente tomou posse como deputada em abril deste ano. Em 2022, obteve 44.640 votos, contra 41.151 votos no último domingo.

Ex-vereadora e ex-primeira-dama de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, Kátia Oliveira (União Brasil) também não conseguiu renovar o mandato. Nos últimos oito anos, ela saltou de 27 mil votos para uma votação superior a 80 mil em 2022. No último domingo, entretanto, obteve 53.729 votos nas urnas.

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