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Rosemberg admite campanha ‘analógica’ de Lula e aponta desafios para o segundo turno
Rosemberg admite campanha ‘analógica’ de Lula e aponta desafios para o segundo turno
Por Carine Andrade, Política Livre
09/10/2026 às 09:47
Foto: Carine Andrade
Rosemberg Pinto
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Rosemberg Pinto (PT), fez uma avaliação positiva do desempenho do grupo governista nas eleições de 2026, mas reconheceu que o resultado também deixou lições e expôs fragilidades que precisam ser corrigidas para o segundo turno da disputa presidencial. Na leitura do petista, a principal diferença em relação a 2022 foi o fato de Jerônimo Rodrigues (PT) ter deixado de ser uma novidade e passado a carregar o peso de quatro anos à frente do governo estadual.
Para Rosemberg, a eleição deste ano foi mais complexa porque, ao contrário de 2022, quando Jerônimo surgiu como uma candidatura nova diante do líder da oposição ACM Neto (União Brasil), o governador disputou a reeleição com o desgaste e os bônus naturais de quem está no poder.
“Em 2022 nós trabalhávamos com Jerônimo sendo a novidade e ACM Neto já liderava esse grupo de oposição. Nesta eleição, Jerônimo já é o governador”, afirmou, em entrevista a este Política Livre.
O petista também citou a influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia e a composição das bancadas eleitas. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, elegeu a maior bancada baiana na Câmara, com dez deputados. Na Assembleia, o PT também ficou com a maior bancada, com 14 das 63 cadeiras.
Apesar disso, Rosemberg reconheceu que a campanha no plano nacional apresentou uma desvantagem. Na avaliação dele, enquanto a oposição conseguiu ocupar as redes sociais de maneira mais intensa, Lula permaneceu excessivamente concentrado em métodos tradicionais de comunicação.
“Eu acho que a gente tem esses 20 dias para arrumar isso e mostrar à população que o melhor é Lula para governar o Brasil”, pontuou. Ele também apontou dificuldades de mobilização do eleitorado baiano, especialmente entre a população da zona rural, e afirmou que houve problemas relacionados ao transporte de eleitores e uma parcela do público mais idoso não compareceu às urnas. Na Bahia, a abstenção ficou próxima de 20% no primeiro turno de 2026.
PL cresce na Assembleia
Outro ponto abordado pelo líder do governo foi o crescimento do PL na Assembleia Legislativa. A legenda elegeu sete deputados estaduais em 2026, ficando atrás apenas do PT e do PSD na composição da Casa.
Rosemberg reconheceu o avanço, mas fez uma ressalva importante: para ele, não é possível classificar automaticamente todos os parlamentares eleitos pelo PL como integrantes da ala bolsonarista.
“Nem todos são bolsonaristas no PL. Paulo Câmara foi eleito pelo PL e é um deputado com uma história na Casa e de parlamentar, pé no chão, muito capacitado e nunca teve uma posição no mesmo formato de Diego [Castro] e de Leandro [de Jesus]”, frisou.
Na avaliação do líder governista, o crescimento da legenda era, em alguma medida, esperado diante da polarização nacional e estadual que marcou a eleição.
“Nós esperávamos. É natural porque disputávamos uma candidatura no plano nacional e no plano estadual com essa diplomacia, e é natural que o grupo ligado ao PL tivesse um crescimento na Casa Legislativa”, disse.
