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PSDB cita minoria pró-Lula e decide por neutralidade no 2º turno

PSDB cita minoria pró-Lula e decide por neutralidade no 2º turno

Por Isadora Albernaz e Raphael Di Cunto, Folhapress

08/10/2026 às 16:16

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de PSDB cita minoria pró-Lula e decide por neutralidade no 2º turno

O presidente do PSDB nacional, Aécio Neves

O PSDB anunciou nesta quinta-feira (8) que vai permitir que os diretórios estaduais escolham como vão se posicionar no segundo turno da eleição presidencial de 2026 e, com isso, não apoiará a reeleição de Lula (PT) ou o senador Flávio Bolsonaro (PL). O pleito será realizado em 25 de outubro.

A nota, assinada pelo presidente nacional da sigla, Aécio Neves (MG), afirma que a decisão foi tomada após uma consulta indicar que a maioria dos estados está dividido entre a neutralidade e endossar a candidatura bolsonarista. Há, de acordo com o comunicado, uma minoria pró-Lula.

"O PSDB, após consultar seus diretórios em todo o país, [...] decide, ouvida a Executiva Nacional, pela liberação dos seus membros para se manifestarem da forma que considerarem mais adequada nesse segundo turno", informou a sigla.

Segundo apurou a Folha, o PSDB deve fazer campanha para Flávio em pelo menos 12 estados, enquanto outros dez não devem tomar posição. Um dos casos em que Lula deve ser apoiado é no Maranhão, onde o diretório tucano é comandado pelo deputado federal Juscelino Filho, que foi ministro das Comunicações do atual governo.

"O PSDB reafirma seu compromisso com a democracia e espera que o presidente eleito possa liderar o Brasil no caminho da prosperidade, da justiça e da pacificação nacional", diz o comunicado.

Apequenado nos últimos anos, o PSDB elegeu 11 deputados federais, 2 senadores e o governador de Alagoas, JHC, no último domingo (4). A legenda também vai disputar o segundo turno em Tocantins, com Vicentinho Júnior.

Aécio Neves, que perdeu a eleição de 2014 para Dilma Rousseff (PT), não conseguiu uma vaga no Senado por Minas Gerais. Ele ficou em sétimo lugar na disputa, com 4,08% dos votos. Foram eleitos o deputado federal Domingos Sávio (PL), com 24,21%, e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), com 19,44%.

Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos no primeiro turno contra 45,16% de Lula e tem conseguido reunir em torno de sua candidatura os principais partidos do chamado centrão –que continuará decisivo para a governabilidade na Câmara dos Deputados e no Senado no próximo ano.

Nesta manhã, o Podemos confirmou o apoio ao presidenciável do PL e se tornou a quinta sigla a endossar Flávio, somando-se ao Republicanos, ao Novo, e à federação União-Progressista. A aliança, formada pelo União Brasil e PP, elegeu 87 deputados e terá 12 senadores a partir de 2027.

O conjunto de apoios recebido pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na segunda etapa inclui ainda Ronaldo Caiado (PSD), apesar da neutralidade de seu partido, e Romeu Zema (Novo), ambos derrotados na disputa presidencial no primeiro turno.

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