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Das projeções às urnas: votação abaixo do esperado surpreende candidatos à Assembleia

Das projeções às urnas: votação abaixo do esperado surpreende candidatos à Assembleia

Por Política Livre

06/10/2026 às 15:45

Atualizado em 06/10/2026 às 17:31

Foto: Política Livre/Arquivo

Imagem de Das projeções às urnas: votação abaixo do esperado surpreende candidatos à Assembleia

Quinho (PSD) ficou na suplência com votação na casa dos 56 mil

Assim como ocorreu na disputa pela Câmara dos Deputados, as urnas também contrariaram muitas das projeções feitas pelas campanhas para a Assembleia Legislativa da Bahia. Candidatos que eram apontados como praticamente eleitos ficaram pelo caminho, enquanto outros que trabalhavam com a expectativa de ampliar a votação terminaram abaixo do projetado — e, em alguns casos, perderam milhares de votos em relação a 2022.

O resultado final também reservou surpresas. Ivana Bastos (PSD), presidente da Casa, liderou toda a disputa com 203.202 votos, ultrapassando as expectativas. Ela foi seguida por Diego Castro (PL), talvez a maior surpresa da eleição, com 160.305, e Rowenna Brito (PT), ex-secretária de Educação, com 137.266. Apenas sete candidatos conseguiram ultrapassar a barreira dos 100 mil votos.

No Avante, que emplacou cinco vagas, Vitor Azevedo chegou à eleição com aliados projetando uma votação que poderia ultrapassar a casa dos 85 mil, mas terminou com 68.806 votos. O resultado ficou praticamente no mesmo patamar de 2022, quando havia conquistado 67.847.

João de Furão (Avante), que tinha em Feira de Santana um dos seus principais redutos, terminou com 58.510 votos. Já Felipe Duarte, do mesmo partido, ficou de fora com pouco mais de 51 mil. Outro resultado abaixo das expectativas foi o de Marão, ex-prefeito de Ilhéus, que conseguiu cerca de 18 mil votos.

A grande surpresa positiva do Avante foi Tancredo Isidório. Filho do deputado federal Pastor Sargento Isidório, da mesma legenda, ele conquistou 82.883 votos e terminou como o mais votado da sigla para a Assembleia.

No Republicanos, que elegeu quatro, Angelo Coronel Filho também perdeu votos. Ele havia conquistado 76.455 em 2022, quando concorreu pelo PSD, e terminou agora com 69.444, mas foi eleito. José de Arimateia sofreu uma redução ainda maior: saiu dos 77.995 votos da eleição passada para 49.372. Ele também conseguiu a reeleição. 

Marcinho Oliveira

Marcinho Oliveira


No PDT, que emplacou cinco vagas, Marcinho Oliveira protagonizou uma das quedas mais significativas entre deputados que buscavam a reeleição. Em 2022, então candidato pelo União Brasil, conquistou 104.969 votos e terminou como o quarto estadual mais votado da Bahia. Desta vez, recebeu 83.074 — redução de quase 22 mil votos, mas o suficiente para se reeleger na segunda colocação. 

A surpresa da chapa pedetista veio na última vaga conquistada pelo partido. Cacau da Mata, filho da prefeita de São Sebastião do Passé, Nilza da Mata (PSD), conseguiu chegar à Assembleia com 47.216 votos.

Outros candidatos do PDT ficaram pelo caminho. Rafa de Hildécio terminou na faixa dos 37 mil votos, Penélope Belitardo na casa dos 34 mil, enquanto Pancadinha, que havia sido eleito em 2022, não conseguiu renovar o mandato.

Diferença - No PSD, que emplacou nove cadeiras, Alex da Piatã também sentiu a diferença entre uma eleição e outra. Depois dos expressivos 114.778 votos de 2022, terminou agora com 99.911. Apesar da queda de quase 15 mil votos, garantiu tranquilamente mais um mandato.

Ludmilla Fiscina (PSD) percorreu caminho diferente e conseguiu pequeno crescimento, passando dos 60.921 votos de 2022 para 64.147 agora.

Quinho (PSD) ficou na suplência com votação na casa dos 56 mil e aparece como um dos nomes que podem chegar à Assembleia caso deputados eleitos sejam convocados para integrar o governo. Jusmari Oliveira, outro nome conhecido da política baiana, também não conseguiu cadeira.

No MDB, que emplacou duas vagas, uma delas do novato ex-prefeito de Coronel João Sá Carlinhos Sobram, uma das surpresas foi a ausência de Matheus Ferreira, filho do vice-governador Geraldo Júnior, entre os eleitos. Ele terminou com pouco mais de 41 mil votos e ficou na suplência da legenda.

O vereador de Salvador Davi Rios (MD também não conseguiu chegar à Assembleia, apesar da estrutura política montada para a disputa. Outro nome conhecido que ficou distante das vagas foi o ex-secretário Heber (MDB) Santana, que terminou com 13.599 votos.

Candidato do prefeito - No PL, Igor Domingues, que contou com o apoio do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), chegou às urnas cercado por uma expectativa maior, mas terminou com 79.736 votos e ficou apenas na quarta colocação dentro da chapa. Mesmo assim, conseguiu o mandato.

Soldado Prisco

Soldado Prisco


Também chamou atenção a eleição de Soldado Prisco com 50.235 votos. Entre os primeiros colocados do partido apareceram nomes ligados ao bolsonarismo, como Diego Castro e Cinthya Marabá. Diego, inclusive, terminou como o segundo estadual mais votado de toda a Bahia, com 160.305 votos.

Na Federação Brasil da Esperança, a estreante Rowenna Brito (PT) foi o grande destaque, com 137.266 votos, terceira maior votação para estadual em toda a Bahia. O deputado Rosemberg Pinto (PT), que trabalhou durante a campanha para ficar entre os primeiros colocados, também conseguiu desempenho expressivo: 100.378 votos.

O deputado Júnior Muniz (PT) cresceu. Depois dos 67.175 votos conquistados em 2022, chegou agora a 74.146, com o apoio do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), que também elegeu para a Assembleia o vereador da cidade Tagner (PT), além da esposa Ivoneide Caetano (PT) para federal. 

Nem todos tiveram a mesma sorte. André Fidalgo (PT), candidato que entrou na disputa no lugar da mãe, a deputada Maria Del Carmen (PT), ficou na casa dos 32 mil votos e não conseguiu mandato.

O PV conseguiu preservar na Assembleia Roberto Carlos, Eduardo Salles e Marquinho Viana, mas deixou outros nomes competitivos pelo caminho. Antônio Henrique Júnior, mesmo superando os 50 mil votos, não entrou. Fabíola Mansur, com votação na faixa dos 47 mil, também ficou fora.

No PSOL, ocorreu uma das situações mais curiosas da eleição. Hilton Coelho aumentou consideravelmente sua votação, mas perdeu o mandato. Ele havia recebido 45.491 votos em 2022 e chegou agora a aproximadamente 64,5 mil.  Kleber Rosa, que disputou a Prefeitura de Salvador no último pleito, conquistou a cadeira com 68.921 votos.

Elinaldo Araujo

Elinaldo Araujo


União e PP - Na chapa formada por União Brasil e PP, o ex-prefeito de Camaçari Elinaldo (União) terminou como o mais votado do grupo, com 101.314 votos. Embora fosse apontado durante a campanha como candidato a uma votação ainda maior, estreou na Assembleia ultrapassando a simbólica marca dos 100 mil.

Pedro Tavares (União) foi outra surpresa positiva. O deputado saltou dos 80.490 votos obtidos em 2022 para 98.193 agora, ficando entre os dez estaduais mais votados da Bahia.

O deputado Luciano Simões Filho (União) fez o movimento contrário: caiu dos 68.377 votos de quatro anos atrás para 60.711, mas assegurou a reeleição. 

Também houve derrotas de candidatos considerados competitivos. Kátia Oliveira (União) terminou na faixa dos 53 mil votos, assim como Wagner Alves (União), de Vitória da Conquista. Marcelinho Veiga (União) ficou de fora com 57.170, depois de ter conseguido 78.456 votos em 2022 e também não logrou êxito. 

Um dos resultados mais surpreendentes, porém, foi o de Cafu Barreto (União) Eleito em 2022 com 67.324 votos e apontado nos bastidores como nome com boas chances de renovar o mandato, o parlamentar terminou desta vez com apenas cerca de 27 mil votos.

Na Federação PSDB/Cidadania, os dois principais nomes também tiveram desempenho inferior ao registrado quatro anos atrás.

Tiago Correia (PSDB) que havia sido eleito em 2022 com 71.986 votos, terminou agora com 65.969. Jordávio Ramos (PSDB) sofreu queda ainda maior: saiu dos 64.569 votos da eleição passada para 48.100, tendo como principal base eleitoral Juazeiro. Os dois foram reeleitos. 

Vereador de Salvador, Anderson Ninho (PSDB) ficou na primeira suplência, com votação na faixa dos 25 mil votos. Luizinho Sobral (PSD, outro político experiente que tentou retornar à Assembleia, terminou com aproximadamente 19 mil.

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