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Pesquisa mostra que 76% dos médicos de UPA e SAMU tiveram prejuízos com o fim dos plantões de 24 horas
Pesquisa mostra que 76% dos médicos de UPA e SAMU tiveram prejuízos com o fim dos plantões de 24 horas
Por Redação
18/09/2026 às 09:15
Foto: Divulgação
Uma pesquisa realizada com médicos que trabalham em Unidades de Pronto-Socorro (UPA) e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Salvador revela que 76% dos profissionais tiveram “grande ou extremo prejuízo” com a proibição dos plantões de 24 horas.
Por decisão da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), unilateral e sem consultar entes envolvidos, os médicos que tinham jornada plantões de 24 horas precisam dividir a carga horária em dias distintos, de 12 horas.
De acordo com os entrevistados, além das perdas financeiras, houve também problemas logísticos, familiares e de organização de escala com a mudança determinada pela administração municipal.
Um profissional, que se desloca na região metropolitana de Salvador, revelou o custo logístico da mudança. De acordo com ele, com o plantão de 24 horas reservava turnos para descanso e para pegar estrada. “O que eram dois plantões de 24 horas semanais, passaram a ser quatro de 12 horas, gerando mais deslocamentos, além de desgaste físico e gastos extras”.
Outro médico revelou que a mudança prejudicou a conciliação com outros locais de trabalho. “Como possuímos outros vínculos, a tentativa de conciliar com as outras atividades deixou a nossa rotina mais cansativa”, afirmou.
Apenas 14,1% dos entrevistados afirmaram que não tiveram nenhum prejuízo com a medida.
A pesquisa foi realizada pelo Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed), entre os dias 8 e 13 de setembro, envolvendo 71 médicos, a maioria com vínculo PJ (Pessoa Jurídica) por contratação direta.
