Home
/
Noticias
/
Exclusivas
/
Lula afirma que ninguém vai “meter o bedelho” no Brasil, enquanto Flávio Bolsonaro promete mudanças na economia e na saúde
Lula afirma que ninguém vai “meter o bedelho” no Brasil, enquanto Flávio Bolsonaro promete mudanças na economia e na saúde
Por Carine Andrade, Política Livre
10/09/2026 às 14:17
Atualizado em 10/09/2026 às 14:10
Foto: Ricardo Stuckert/PR e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados/Arquivo
O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL)
Na propaganda eleitoral desta quinta-feira (10), Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram visões distintas para o futuro do país e concentraram os discursos em propostas para áreas como economia, segurança, saúde, indústria e defesa nacional. Enquanto o petista destacou a soberania brasileira e investimentos realizados em seu governo, Flávio utilizou imagens de atos do 7 de setembro para reforçar a promessa de mudança e apresentar medidas voltadas à população.
Lula abriu o programa defendendo a soberania nacional e afirmando que o Brasil possui condições de produzir grande parte do que precisa. O candidato destacou a capacidade brasileira na produção de alimentos, a riqueza mineral e a estrutura industrial como fatores que, segundo ele, permitem ao país tomar suas próprias decisões sem interferência externa.
A defesa da soberania foi associada ao fortalecimento das Forças Armadas. A propaganda afirmou que Lula retomou projetos na área de defesa que teriam sido abandonados pela gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e citou a retomada da indústria nacional de drones, além da entrega de submarinos e fragatas e da entrada em operação de novas aeronaves. O programa apontou ainda investimentos superiores a R$ 112 bilhões até 2030.
Para Lula, os investimentos no setor de defesa também podem gerar efeitos na economia. A propaganda associou os projetos à abertura de oportunidades para profissionais das áreas de tecnologia, engenharia, ciência e inovação, além da criação de novos empregos e salários maiores.
O candidato também defendeu o fortalecimento da indústria nacional por meio da chamada Nova Indústria Brasil. A proposta foi apresentada como uma forma de ampliar a produção, gerar empregos qualificados e movimentar outros setores da economia, como comércio, serviços, transporte e hospedagem.
Outro ponto abordado foi a política de combustíveis. Lula criticou privatizações realizadas na área e afirmou que o fortalecimento do Estado permite maior controle sobre o setor. A propaganda também relacionou a atuação de organizações criminosas ao mercado de combustíveis e destacou operações da Polícia Federal contra facções e cartéis.
O discurso ainda retomou a defesa do Pix e criticou os adversários bolsonaristas, apresentados na propaganda como contrários aos interesses nacionais. Lula afirmou que o sistema de pagamentos continuará público e gratuito e reforçou a ideia de que sua candidatura representa a defesa da soberania brasileira.
Já Flávio Bolsonaro adotou uma abordagem diferente. O candidato exibiu imagens de sua participação em um ato político realizado em São Paulo no dia 7 de setembro e associou a data à defesa da liberdade. A propaganda apresentou a eleição como uma oportunidade de mudança e afirmou que o Brasil estaria preparado para “virar essa página”.
Na apresentação de suas propostas, Flávio afirmou que pretende ser um presidente voltado ao cuidado com a população. Na saúde, prometeu mudanças no atendimento público e disse que pretende implementar um sistema com padrão de qualidade semelhante ao do Hospital Israelita Albert Einstein. A proposta foi apresentada em meio a uma crítica às filas enfrentadas por pacientes que aguardam meses por procedimentos e cirurgias.
O candidato também direcionou uma proposta específica às mulheres. Flávio afirmou que pretende combater a violência contra mulheres vítimas de agressões e assassinatos e, ao mesmo tempo, ampliar as condições para que mães possam trabalhar. Nesse ponto, citou a necessidade de oferecer estrutura para que mulheres deixem os filhos enquanto exercem suas atividades profissionais.
Para os jovens, Flávio prometeu ampliar a capacitação profissional como caminho para a entrada no mercado de trabalho. A propaganda também citou o incentivo ao empreendedorismo, defendendo que os jovens tenham condições tanto de conseguir empregos melhores quanto de abrir os próprios negócios.
A segurança pública apareceu novamente como um dos principais eixos da campanha. Flávio questionou se, após quatro anos do atual governo, as facções criminosas estariam mais fortes ou mais fracas e associou sua candidatura à promessa de recuperar a segurança e a liberdade dos brasileiros.
O candidato também afirmou que pretende melhorar a economia e recuperar o poder de compra da população, tema que já havia sido explorado em sua propaganda anterior. A mensagem foi vinculada à promessa de reduzir o peso das dificuldades econômicas sobre as famílias brasileiras.
Em sua breve inserção na propaganda, o candidato Augusto Cury (Avante) falou em fundar uma escola de empreendedores, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) disparou contra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, fazendo uma linha do tempo na tentativa de associá-lo ao candidato Flávio Bolsonaro. Ele também pediu uma “oportunidade para melhorar o Brasil” e trouxe em seu programa depoimentos elogiando sua atuação como governador do estado de Goiás.
A propaganda desta quinta-feira também exibiu os candidatos a deputado federal do “time da mudança”, ligados a ACM Neto (União Brasil), e do “time de Lula”, ligados ao candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT).
