Lavareda aponta desafios para o eleitor nas eleições de 2026
Por Redação
17/09/2026 às 12:34
Foto: Reprodução/Arquivo
Antonio Lavareda
Às vésperas das eleições de 2026, a Associação Comercial da Bahia (ACB) reúne, em Salvador, empresários, lideranças e convidados para um jantar com o cientista político Antonio Lavareda. O encontro, no dia 21 de setembro, no Palacete Tira-Chapéu, terá como foco a leitura dos cenários político e eleitoral da Bahia e do Brasil. Antes da palestra, Lavareda antecipa alguns dos temas que estarão no centro do debate, como polarização, comportamento do eleitor, desinformação e os fatores que podem influenciar a disputa presidencial.
O Brasil chega às eleições de 2026 em um ambiente marcado por polarização política, escândalos e questionamentos sobre as instituições. Como o senhor avalia a importância deste momento para a democracia brasileira?
As eleições de 2026 serão um teste importante para a democracia brasileira. Depois de anos de polarização e num contexto de perda de confiança nas instituições, o desafio será reafirmar a eleição como o mecanismo legítimo para resolução de conflitos e definição de quem ocupa o poder.
Em um cenário de forte polarização, até que ponto o ambiente político pode influenciar a percepção do eleitor sobre temas como economia, segurança e funcionamento das instituições?
A polarização funciona como uma lente: o eleitor não reage apenas aos fatos, mas à interpretação que faz deles. A mesma situação econômica ou de segurança pode ser percebida de maneira distinta, conforme a identidade política, as emoções e a confiança nas instituições.
As eleições de 2026 devem ocorrer em um contexto de grande disputa política e intensa circulação de informações. Quais são os principais desafios para o eleitor na formação de sua decisão de voto?
O principal desafio será separar informação de propaganda e desinformação. Em um ambiente saturado de mensagens, o eleitor precisa avaliar a credibilidade das fontes, comparar propostas e julgar resultados concretos, ações e omissões.
Diante de um cenário ainda em transformação, quais elementos o senhor considera fundamentais para compreender o comportamento do eleitor e os rumos da disputa presidencial de 2026?
Será fundamental acompanhar a avaliação do governo, a percepção sobretudo da economia, da saúde e da segurança, a rejeição aos candidatos e as expectativas em relação ao futuro. O voto combina avaliação racional, identidade política e emoções — sobretudo esperança, medo e confiança.
