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Justiça suspende divulgação de pesquisa Veritá após ação da coligação de Jerônimo
Justiça suspende divulgação de pesquisa Veritá após ação da coligação de Jerônimo
Por Política Livre
09/09/2026 às 09:57
Foto: Joá Souza/Arquivo/BA
Jerônimo Rodrigues
A Justiça Eleitoral determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa do Instituto Veritá sobre as eleições na Bahia que estava prevista para ser publicada nesta quarta-feira (9). A decisão liminar atende a uma representação apresentada pela coligação Mais Bahia, Mais Brasil, do governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT), contra o próprio instituto.
A medida foi concedida pelo desembargador eleitoral plantonista Mhércio Cerqueira Monteiro e impede o Veritá de divulgar, publicar, veicular ou reproduzir os resultados da pesquisa registrada sob o número BA-03016/2026 até que o levantamento seja analisado. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 50 mil.
De acordo com a decisão, a pesquisa foi registrada no sistema PesqEle com previsão de divulgação em 9 de setembro, custo declarado de R$ 155.540, financiado com recursos próprios do instituto, e realização de 2.020 entrevistas em todo o estado.
A coligação de Jerônimo apontou supostas irregularidades formais e metodológicas no levantamento. O principal questionamento diz respeito a uma divergência entre as informações registradas na Justiça Eleitoral e o questionário efetivamente aplicado aos entrevistados.
Segundo os autos, o registro do Veritá informava que a pesquisa abrangeria apenas as disputas para governador e senador. O questionário, entretanto, também continha perguntas estimuladas e cenários de segundo turno para presidente da República.
Na decisão, o magistrado considerou que há, em análise preliminar, uma “divergência substancial” entre os dados cadastrados no PesqEle e o questionário levado a campo. Para ele, a discrepância compromete a possibilidade de a Justiça Eleitoral e os demais legitimados conhecerem previamente “a exata dimensão do objeto pesquisado”.
Outro argumento apresentado pela coligação governista foi o de que o levantamento seria uma reiteração de uma pesquisa anterior do Veritá, registrada sob o número BA-02917/2026, cuja divulgação também havia sido suspensa liminarmente pela Justiça Eleitoral em outro processo.
Ao justificar a urgência da medida, o desembargador destacou que a publicação estava marcada para esta quarta-feira e avaliou que a divulgação de um levantamento com possíveis vícios de registro poderia interferir na percepção do eleitorado e na normalidade da disputa.
Com a liminar, o Instituto Veritá fica proibido de tornar públicos os percentuais da pesquisa em veículos de imprensa, rádio, televisão, internet ou redes sociais. A suspensão, porém, não representa uma decisão definitiva sobre a regularidade do levantamento. O próprio despacho estabelece que a proibição permanecerá até a análise do relator responsável pelo processo, que poderá posteriormente autorizar ou não sua divulgação.
1 Comentário
Nilson
•
09/09/2026
•
07:44
