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Jerônimo defende ações na segurança e ataca Neto, que explora fila da regulação
Jerônimo defende ações na segurança e ataca Neto, que explora fila da regulação
Por Carine Andrade, Política Livre
11/09/2026 às 15:16
Foto: Reprodução/Arquivo
ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT)
Na propaganda eleitoral desta sexta-feira (11), os candidatos ao governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil), voltaram a apostar em temas com potencial para atacar o adversário, assim como também apresentaram propostas. Enquanto o governador destacou investimentos e resultados na segurança pública e criticou a atuação de Neto na Guarda Municipal de Salvador, o ex-prefeito explorou relatos de pacientes que enfrentaram dificuldades na regulação e apresentou o “Pix Saúde” como uma de suas principais propostas para a área.
Jerônimo iniciou a peça com uma defesa da atuação das forças de segurança do Estado. A propaganda afirmou que os crimes violentos caíram quase 25% entre 2022 e 2025 e citou a prisão de mais de 200 líderes de facções e a apreensão de 24 mil armas durante o período. O governador também rebateu críticas à política de segurança e afirmou que seu governo manteve investimentos em equipamentos e estrutura para as polícias.
A campanha ainda apresentou o depoimento do especialista em Segurança Pública e ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel, que elogiou a atuação da polícia baiana no enfrentamento às facções. Pimentel já participou de evento promovido pela Fundação Índigo, ligada a ACM Neto, que foi explorado pela propaganda.
Na sequência, Jerônimo direcionou os ataques ao adversário. A peça criticou a proposta de Neto de assumir diretamente a responsabilidade pela segurança pública caso seja eleito governador e afirmou que o ex-prefeito já havia feito promessa semelhante durante a disputa pela Prefeitura de Salvador.
O governador questionou os resultados de Neto na área durante os dois mandatos à frente da capital baiana e concentrou as críticas na Guarda Municipal. Segundo a propaganda, a gestão do ex-prefeito não teria cumprido a promessa de ampliar o efetivo, não concedeu reajustes aos agentes e deixou a categoria sem o armamento necessário para o trabalho. A campanha também afirmou que Salvador tinha uma das menores remunerações para os guardas municipais.
Jerônimo terminou apresentando novas ações para a segurança estadual. Entre elas, estão o fortalecimento dos Centros de Operações e Inteligência nas principais cidades do interior, a construção de novos presídios de segurança máxima e a instalação de câmeras inteligentes nas rodovias baianas. A estratégia foi apresentada como uma combinação de investimento, tecnologia e integração das forças policiais.
Já ACM Neto voltou a explorar um dos principais pontos de crítica ao governo Jerônimo: a fila da regulação. A propaganda levou o candidato a conversar com pacientes que relataram dificuldades para conseguir consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos pelo sistema público.
Os depoimentos apresentados foram negativos e mostraram pessoas que afirmaram estar há meses ou até um ano aguardando atendimento. Neto utilizou os relatos para questionar a eficiência do sistema e confrontou as falas dos pacientes com uma declaração anterior de Jerônimo, na qual o governador afirmou que mais de 80% dos pacientes eram atendidos em até 24 horas.
A peça também destacou a diferença entre Salvador e o interior no acesso a leitos de UTI e afirmou que pacientes de cidades do interior enfrentam dificuldades ainda maiores para conseguir atendimento. Neto utilizou sua experiência como prefeito para apresentar realizações na saúde, como a construção do primeiro Hospital Municipal de Salvador e a implantação de leitos de UTI e novas unidades de atendimento.
A partir dessa experiência, o candidato apresentou o “Pix Saúde”. Pela proposta, em situações graves nas quais a rede pública não tivesse condições de receber o paciente, o Estado poderia utilizar recursos para custear o atendimento na rede particular. Neto afirmou que a medida seria uma alternativa para evitar que pacientes permanecessem aguardando atendimento enquanto a rede pública não tivesse capacidade de absorver a demanda.
Ronaldo Mansur, do PSOL, resumiu sua trajetória em uma propaganda de apenas 29 segundos. O candidato destacou a origem em Amaralina, experiências profissionais como menor aprendiz, trabalhador da construção civil e camelô.
A peça também relembrou o início de sua militância no movimento estudantil, a participação em mobilizações populares no Brasil e na América Latina e a fundação do PSOL, em 2004. Aos 46 anos, Mansur se apresentou ainda como pai, presidente estadual do partido e liderança nacional da legenda.
